Embrapa expõe em vitrine virtual soluções inovadoras para o agro

O objetivo é facilitar parcerias para o desenvolvimento de novos produtos e processos; plataforma reúne produtos, práticas agropecuárias e processos desenvolvidos pela pesquisa, os quais se encontram em fases distintas de maturidade

Reportagem local
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A Vitrine Tecnológica é uma estratégia pensada para tornar a inovação mais descentralizada e disruptiva
A Vitrine Tecnológica é uma estratégia pensada para tornar a inovação mais descentralizada e disruptiva | iStock
 


Inovação é a chave para viabilizar a inserção no mercado produtivo de soluções de pesquisa e desenvolvimento para a sustentabilidade do agro. Com este propósito, a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) elaborou um portfólio de ativos de inovação e implementou sua Vitrine Tecnológica.


A vitrine tem o objetivo de apresentar ao mercado algumas tecnologias, disponíveis para projetos de colaboração, suportadas pela inovação aberta e pelo empreendedorismo, com informações para o licenciamento de seus produtos e serviços.




Segundo informações da assessoria de imprensa da Embrapa, a plataforma reúne produtos, práticas agropecuárias e processos desenvolvidos pela pesquisa, os quais   se encontram em fases distintas de maturidade, do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico. Este é o novo meio de divulgação dos ativos de inovação, num contexto mais voltado às especificidades da Embrapa Meio Ambiente, que possibilita amplificar a implementação de modelos colaborativos com startups e empresas de diferentes portes do Agro Brasileiro.


Conforme ressalta a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer, a vitrine é uma estratégia pensada para tornar a inovação mais descentralizada e disruptiva.  Segundo ela, em tempos de crise, a colaboração e integração de esforços e conhecimento tornam o caminho mais curto para gerar valor às empresas e à sociedade como um todo.


“O que buscamos com a criação e a implementação deste portfólio dinâmico é fomentar o compartilhamento de conhecimento, de ideias e de expertise em processo de desenvolvimento colaborativo de novos ativos de inovação, como também a inserção das soluções geradas pela pesquisa tecnológica no mercado nacional”.


Paula explica se tratar de investimento mais acessível, inteligente e ágil, uma vez que é possível contar com o envolvimento de uma rede de parceiros que atuam de forma colaborativa para o mesmo propósito. “Os custos envolvidos são minimizados e os horizontes do processo ampliados, já que o gerenciamento é descentralizado do projeto, o que contribui para aumentar o nível de criatividade e o fluxo das soluções”, complementa.


Inovação é sobrevivência e oportunidades

Atualmente, as empresas precisam inovar para não perder seu espaço. E uma boa estratégia é se unir a parceiros que realizem uma dinâmica aberta, que não dependa exclusivamente de recursos próprios e seja capaz de conectar sua empresa nesse novo modelo, o que significa reduzir tempo, custo, diluir riscos, aumentar o retorno sobre os investimentos, criar oportunidades para a abertura de mercados e, por fim, colaborar para o desenvolvimento de novos negócios.


Sobre isso, o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Rodrigo Mendes, explica que a inovação é um complexo processo onde novas ideias para resolver problemas são transformadas em processos e produtos. “Neste processo, a vitrine é uma oportunidade excelente para integrar outros atores e colaboradores para a concretização da inovação”.


Já o chefe-geral da Unidade de Pesquisa, Marcelo Morandi, ressalta que as oportunidades de geração de parcerias para inovação começam muito antes da tecnologia estar pronta. “O desenvolvimento conjunto com parceiros do setor produtivo une expertises da ciência com a vivência dos mercados, acelera o processo de inovação e compartilha os riscos e as vitórias. Isso é uma relação ganha-ganha. Por isso expomos os nossos ativos em diferentes níveis de maturidade e convidamos os empreendedores a serem nossos parceiros”.


Oportunidades para parceiros



São dezenas de processos, práticas agropecuárias, produtos e pré-produtos à disposição da iniciativa privada para fomentar o diálogo para a inovação, uma vez que se encontram em desenvolvimento, ou seja, ainda não finalizados. Estão categorizados em uma escala níveis de maturidade tecnológica que vai de 1 a 9, baseada na referência primária ISO/FDIS 16290.

Para conhecer a ferramenta, acesse: https://www.embrapa.br/meio-ambiente/vitrine/

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