Durante o BelaSafra 2016, os pesquisadores da Embrapa Soja abordaram a influência do potássio na produtividade do grão. Eles salientaram que tem sido frequente o aparecimento de sintomas de deficiência do nutriente em lavouras de soja, caracterizados por uma clorose nas folhas superiores da planta.
Isso porque cada tonelada de grãos de soja retira de 20 kg/ha a 25 kg/ha de óxido de potássio (K2O) do solo. Por isso, a adubação com o potássio deve ser bem planejada. A recomendação dos pesquisadores é que a aplicação desse nutriente seja realizada no sulco de semeadura, desde que a dose aplicada seja inferior a 50 kg/ha de K2O. "Para doses maiores, deve-se aplicar parte do fertilizante em cobertura."
Também foi abordado durante o evento a relevância do fósforo, nutriente que mais limita a obtenção de altas produtividades da oleaginosa, principalmente em áreas recém-incorporadas ao sistema de produção. De acordo com Oliveira, em lavouras com sintomas de deficiência de fósforo, as plantas apresentam redução de porte, de área foliar e, consequentemente, de produtividade. Cada tonelada de grãos de soja retira de 10 kg/ha a 13 kg/ha de óxido de fósforo do solo. "A adubação com o nutriente deve ser realizada visando corrigir a deficiência em solos com baixa disponibilidade ou atender a exportação na cultura da soja, no caso de solos com adequada disponibilidade de fósforo (adubação de manutenção)."
Antes de realizar qualquer tipo de adubação, o especialista disse que é preciso uma análise de solo para avaliar a disponibilidade do nutriente, bem como a quantidade de fertilizante a ser aplicada. "Em complemento, pode-se realizar a análise foliar para avaliar o estado nutricional da lavoura", finalizou. (Reportagem Local)

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