Em Terra Boa, programa impulsionou crescimento de indústria

As indústrias que atuam de forma profissional e com um planejamento estratégico alinhado têm utilizado o Programa Leite das Crianças como uma ótima plataforma de crescimento. Um case bem interessante nesse sentido é do laticínio Vidativa/Qualitat, de Terra Boa, Norte do Paraná. A empresa faz parte do PLC desde seu surgimento e, nos último cinco anos, tem apresentado um crescimento médio de surpreendentes 28%.
O proprietário, Francisco Simionato, relembra que a empresa iniciou com a distribuição de 4 mil litros de leite por dia. Logo que ingressou no programa era um dos poucos laticínios da região totalmente preparado para atender o Estado. "Fui convidado para participar, acreditei e fui em busca de informações. Logo que ingressamos, a distribuição dobrou de 4 mil para 8 mil litros dia. Hoje a empresa fornece 5,5 mil litros dia só para o Leite das Crianças, de um volume total de quase 50 mil litros."
Além do leite pasteurizado, a Vidativa trabalha com queijos, iogurtes, requeijão e outros produtos, de uma matéria-prima oriunda de 160 produtores da região. "Me lembro que quando recebemos o primeiro pagamento do programa todas as contas que tínhamos - produtores e outras despesas - pagamos com o dinheiro do Leite das Crianças. Minha rentabilidade com as vendas comerciais ficou praticamente livre."
Neste momento, a grande sacada do empresário foi não ficar completamente dependente do programa. Quando iniciou, no primeiro governo de Roberto Requião, ele imaginou que o PLC poderia não continuar após três anos. Portanto, junto com a família, investiu fortemente no crescimento do laticínio. "Nunca havia tido nenhuma ajuda governamental até aquele momento. Fiquei na cabeça que o programa poderia ter só 3 anos e depois não sabia o que aconteceria. Decidimos então investir no laticínio com tudo que ganhássemos. Investimos em novos produtores. Afinal, se acabasse, o que faria com o leite daqueles produtores? Diversificamos e no final o programa não acabou. Só fomos crescendo."
Ele relata ainda que o PLC preza muito pela qualidade e, assim, ele consegue remunerar esse produtor que entrega uma matéria-prima dentro dos padrões exigidos. "Agora, expandimos nossa atuação para Curitiba e nossa expectativa para esse ano é continuar com um crescimento entre 25% e 30%." (V.L.)





