O agricultor Roberto Doi, do município de Rancho Alegre (60 km a oeste de Cornélio Procópio), dedicou 10 alqueires de sua propriedade de 40 alqueires para a agricultura orgânica. Nessa área ele cultiva citros, desde 1996, gradativamente foi introduzindo as culturas de atemóia, lichia e coco. Colheu ainda a segunda safra de conversão de soja e plantou recentemente sua primeira lavouras de milho. O agricultor reservou ainda dois alqueires para um experimento com trigo orgânico, mas diz que o plantio só será feito se houver sobra de sementes na cultura convencional.
Na soja teve uma produção baixa, cerca de 70 sacas por alqueire, mesmo assim diz que ''não ficou no vermelho''. À baixa produtividade Doi responsabiliza o atraso no plantio e as dificuldades no controle das ervas daninhas e do percevejo. Acostumado com o ''terreno limpo'' das culturas convencionais, ele confessa que já se restabeleceu do ''susto do mato na lavoura''. Doi destaca que além da atenção redobrada, trabalhar com agricultura orgânicas exige planejamento. Para a próxima safra de soja o agricultor estuda a diminuição do espaçamento entre linhas e plantas para diminuir a presença do mato.

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