Em fase de transição, novo sistema surpreende produtor
A tecnologia do morango no canteiro suspenso chegou há poucos anos e colocou uma pulga atrás da orelha de muitos produtores, que se perguntavam se valia a pena ou não fazer essa transição. A família Kasuya que possui uma bagagem de mais de duas décadas com o plantio tradicional estudou bem esse novo tipo de manejo e, finalmente este ano, resolveu iniciar a transição. E eles estão se surpreendendo com os resultados nesta primeira safra.
Numa estufa que no passado era dedicada para mudas de laranja, de mil metros quadrados, os Kasuya plantaram dez mil pés de morango no slab, das variedades San Andréas e Albion. A família continua com cerca de sete mil pés no plantio tradicional, mas esta deve a ser a última safra produtiva e, posteriormente, deve ser usada apenas para alguns testes de manejo. "A nossa resistência em passar para o semi-hidropônico era de não conseguir atingir o sabor que tínhamos na terra. Realizamos cursos e descobrimos técnicas que deixaram nosso morango bem saboroso neste sistema também. Para falar a verdade, os resultados superaram as nossas expectativas, já que nunca tínhamos trabalhado dessa forma", explica Helder Kasuya.
O investimento entre slab, mudas argentinas e fertirrigação ficou na média de R$ 40 mil, isso sem falar da estrutura da estufa, que estava pronta na propriedade. "Fomos fazendo os testes com a fertirrigação, nos adaptando. No começo tivemos uma deficiência de ferro nas frutas, mas conseguimos recuperar rapidamente. Estamos colhendo há pouco mais de uma semana um morango muito saboroso".
No slab, por se tratar de uma tecnologia que a família ainda está se adaptando, o monitoramento está bem grande em cima das plantas. As expectativas são enormes. "Com o manejo tradicional, colhíamos no período de cinco a seis meses no máximo. Agora, esperamos colher até em 10 meses. Ainda não sabemos como ficará a produtividade, mas estamos animados com o que está por vir", explica o produtor.
A expectativa dos Kasuya é comercializar o morango na média de R$ 30 o quilo. Um dos diferenciais do negócio é entregar o produto no mesmo dia da colheita. Além disso, eles possuem uma rede de clientes no WhatsApp próximo a três mil clientes, entre ativos e inativos. "A partir de hoje, dia 2, também vamos começar a trabalhar com turismo rural na propriedade", complementa Helder. (V.L.)





