Segundo a socióloga Ivânia Moreli, da Emater de Sabáudia, a maioria dos pequenos agricultores daquela região estão atentos a atividades que possam aumentar a rentabilidade na zona rural. Dos pequenos produtores que ela acompanha, hoje são 15, os Batista têm uma situação privilegiada ‘‘porque conseguiram uma boa estrutura e mercado garantido.’’
A maioria dos pequenos agricultores, segundo Ivânia, querem uma alternativa de renda, mas ainda há a dificuldade de correr riscos. A socióloga conta que há muita procura no escritório da Emater, principalmente para a instalação de pequenas indústrias de transformação de alimentos. Dos produtores que recebem assistência da Emater de Sabáudia já existem experiências de agroindústrias de doces, salgados, embutidos, artesanatos, entre outros.
Na produção de doces, segundo Ivânia, além dos Batista, outros três produtores da região também investiram na montagem de pequenas agroindústrias. Altair Gomes dos Santos foi um deles. Depois de trabalhar na fábrica dos Batista resolveu montar seu próprio negócio e se mostra satisfeito. Com o dinheiro do doce já pagou a compra de um tacho à vapor e está ampliando o barracão.
A produção atual da marca Docebom, de Altair dos Santos, é de 150 kg/dia de doce de leite puro, com côco ou amendoin e paçoquinha. Tudo é vendido para Curitiba, algumas cidades do interior de São Paulo e Santa Catarina. Altair têm três funcionários e conta com a ajuda a mulher Elisângela. ‘‘Para quem plantava meio alqueire de algodão e milho e quase não tinha renda, o doce hoje me proporciona uma renda mensal e melhorou a qualidade de vida da minha família.’’

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