Já foi o tempo em que a função da mulher restringia-se em cuidar dos afazeres domésticos e da família. A mulher foi à luta e, atualmente, ocupa espaço significativo na sociedade. No mercado de trabalho ela está cada vez mais presente e, muitas vezes, ocupa cargos antes destinados apenas aos homens. Tem mulher que pilota aviões, dirige ônibus, administra empresas, assume cargo político. Ela está por toda parte, inclusive na 48ªExpoLondrina.
Quem pensa que a direção de ovinocaprinocultura e melhoramento genético da Exposição está nas mãos de um homem, muito se engana. Quem ocupa esse cargo, e muito bem, é uma mulher. Ana Marta Pacheco de Almeida Prado, desde cedo, demonstrou interesse por agricultura e pecuária. Como sua família sempre teve fazenda, ela cresceu em contato com os animais, principalmente com as ovelhas. Fez curso de técnico agrícola e cursou a faculdade de Medicina Veterinária. ‘‘Quando me formei, fiquei responsável pelas ovelhas da fazenda do meu pai. Depois comecei a dar assistência para fora’’, conta Ana Marta, que atualmente organiza o setor de ovinocaprinocultura da Feira de Londrina e Cornélio Procópio.
A médica veterinária, Yuna Ortenzi Bastos, também é uma mulher que se destaca na ExpoLondrina. Ela, que já atuou no setor animal, na área de organização de julgamento, hoje se responsabiliza pela parte operacional (clínica, reprodução, nutrição e manejo em geral). Yuna trabalha na Albatroz Agropecuária, empresa que cria animais da raça Nelore de alto valor genético. ‘‘A gente produz animais de pista de julgamento, para serem vendidos nos melhores leilões do país. Produzimos genética de ponta para a pecuária nacional’’, afirma a veterinária. Este ano, ela, juntamente com a empresa, leva para Exposição animais para participarem do julgamento da raça Nelore.
Na opinião de Yuna, as mulheres estão se preparando, cada vez mais, para o mercado de trabalho e exercendo funções que antes eram exclusivamente masculinas. ‘‘Acredito que estamos bem preparadas’’, considera.
A ação de mulheres em cargos importantes na Expo não param aí. A pecuarista, Márcia Mateus, é mais uma delas. Trabalha com leite há nove anos. Inicialmente cuidou de bezerras, depois foi para a ordenha e tirou muito leite de vaca. ‘‘É um trabalho de muita responsabilidade’’, observa Márcia que também aprendeu a fazer o manejo das vacas. Atualmente, ela é responsável pela pasteurização na propriedade que tem com seu marido. Na Exposição, ela trabalha há quatro anos, sempre junto com a Associação Norte Paranaense de Produtores de Leite. ‘‘Sou uma colaboradora para a divulgação do leite na Expo. Fazemos um trabalho de conscientização do consumo do leite pasteurizado’’, conta.
Questionada sobre o que acha da inserção da mulher em áreas antes destinadas exclusivamente aos homens, Márcia não titubeia e responde: ‘‘Somos guerreiras, inteligentes e capazes de realizar qualquer tipo de trabalho Se precisar piloto trator, faço a ordenha, trato das vacas e encaro o que surgir’’.

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