ArquivoOtimismoA soja está com bom desenvolvimento em todo o Estado, mesmo com algumas estiagens isoladasAs previsões drásticas envolvendo ‘‘El Ni¤o’’, sobre excesso de chuvas em janeiro e fevereiro, que deveria prejudicar as lavouras em desenvolvimento das regiões Sul e Sudeste do País, não preocupam mais. O tempo está bom, com chuvas e temperaturas favoráveis, e em função disso o Paraná se prepara para colher uma safra cujo desempenho deverá ser superior às expectativas iniciais.
Para o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, o desenvolvimento das culturas de verão é considerado bom, com exceção do feijão da primeira safra, que foi prejudicado pelas chuvas registradas em outubro e novembro que atingiram a cultura em várias fases, desde o plantio até a colheita.
Segundo Ortigara, vai confirmar-se a previsão de recorde de produção da soja, que deve crescer 12% em relação ao ano passado. O departamento trabalha com uma previsão de 6,7 milhões a 7,7 milhões de toneladas. O diretor do Deral admite que estão ocorrendo casos isolados de estiagem nas regiões Oeste e Norte, mas afirmou que não existem perdas e algumas lavouras afetadas ‘‘estão dentro do quadro de normalidade previsto’’.
Dorico da SilvaA expectativa com o milho é boa, apesar da redução da área este ano
DesenvolvimentoO levantamento do Deral aponta que 50% da safra de soja no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração e 17% em fase de frutificação. No geral a cultura de soja estão com bom desenvolvimento, sendo que as lavouras que estão em fase de floração são as mais afetadas pela falta de chuvas em algumas localidades. Segundo Ortigara não há registro de incidência de doenças e pragas a ponto de afetar o rendimento da cultura. O que ocorre está dentro da normalidade, salientou.
O milho também está com bom desenvolvimento, na avaliação dos técnicos do Deral. A safra deverá ser 20% menor do que no passado em função do plantio reduzido, devendo ser colhidas de 5,1 a 5,7 milhões de toneladas. Algumas lavouras já estão em estado mais adiantado, chegando inclusive à fase de maturação. Segundo o levantamento, 25% da cultura estão em desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 35% em frutificação e 5% em maturação.
O algodão é outra cultura de verão que não está decepcionando os produtores. Nesta safra foram plantados 114.000 hectares - quase o dobro da safra anterior, quando foi registrado o menor plantio da história do Paraná - cerca de 59,7 mil hectares. A produção esperada de 206.000 a 227.000 toneladas também indica um crescimento de 97% na produção. Cerca de 60% das lavouras de algodão estão em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 10% em frutificação.
As lavouras de cana-de-açúcar, também com bom desenvolvimento vegetativo, prenunciam um aumento de 10% na produção. Deverão ser colhidas 27 milhões de toneladas de cana, superior ao do ano passado, de 24,5 milhões de toneladas. Com o bom desempenho da safra, o Paraná se consolida na posição de segundo maior produtor de cana-de-açúcar do País, colocação obtida há três anos quando o Estado passou à frente de Estados produtores tradicionais como Pernambuco e Alagoas. A colheita da mandioca começará em maio, e o desenvolvimento das lavouras transcorre normalmente, sem prejuízos provocados pelo tempo. Este ano deverão ser colhidos 3,3 milhões de toneladas de raiz, 10% a mais do que foi colhido no ano passado.

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