Eficiência contra o Greening vem de família
O citricultor paranaense consciente sabe como lidar com o Greening e evitar perdas nos pomares. A família de Sussumu Itimura Neto, que trabalha com a produção de laranja em Uraí, é um exemplo de como boas técnicas de manejo diminuem bem os perigos da doença. Desde quando iniciaram na atividade em 2008, ainda com o avô, Sussumu Itimura, o controle dos ataques da bactéria e do inseto vetor sempre foi muito eficiente.
Depois do falecimento do avô, em 2011, Neto trabalha com uma área de 33 alqueires. Logo expandiu ainda mais: atualmente são 40 alqueires e 46 mil plantas, com a maioria em idade produtiva. Com a colheita iniciada esta semana, a expectativa é de uma produção final de 90 a 100 mil caixas de laranja, com produtividade média de 2,75 caixas por pé.
Desde que iniciaram na produção, a família jamais perdeu o controle sobre o Greening nos pomares. No ano passado, o percentual de plantas infectadas foi de apenas 2,4%. Este ano caiu ainda mais: chegando a 1,3%. "Nós estamos conseguindo índices menores em comparativo ao estado de São Paulo. Uma estratégia são as aplicações de inseticida a cada 15 dias para controlar o psilídeo, conforme o residual do produto. Foi uma forma que encontramos para nos tornar ainda mais eficientes em relação à doença. Até hoje, não tivemos nenhuma safra sem controle".
É claro que esse formato de aplicação gera aumento nos custos de produção. Mesmo assim, Neto calcula que mesmo com o trabalho quinzenal, o custo por caixa fica ainda mais em conta do que a média estadual, entre 50% a 60% por caixa. Isso porque, segundo o citricultor, o trabalho de gestão na propriedade é muito forte, "com menos custos na logística de entrega (a cooperativa que recebe a produção fica a apenas 2 quilômetros da propriedade) e também na mão de obra, já que a equipe de trabalho está formada há bastante tempo".
Em relação aos valores de comercialização, o produtor se mostra satisfeito. Ele fechou, de forma antecipada, com a cooperativa parceira o valor de R$ 14 por caixa, 16,6% superior aos R$ 12 por caixa do ano passado. "Estamos satisfeitos e essa parceria se mostra muito importante para nós. Além disso, dependendo do rendimento da nossa fruta na indústria, ainda é possível dar um plus nesses valores", finaliza. (V.L.)





