Exames já comprovaram que a vacina é eficiente, e que o vírus encontrado nos focos de febre aftosa não sofreu mutação. Ainda assim, animais vacinados desenvolveram a doença. Por quê?
  Para encontrar esta resposta o professor Weber Okano afirma que é preciso analisar vários fatores, desde a maneira como a vacina foi transportada e armazenada até a forma como foi aplicada. ‘‘Na hora de aplicar, mesmo se o produtor conservar a vacina dentro de um isopor para manter a temperatura, a exposição ao sol já traz risco’’, explica.

  Abate – Assim como vem acontecendo no Mato Grosso do Sul, se forem confirmados focos de aftosa no Paraná todos os animais da propriedade contaminada devem ser abatidos. A medida segue determinação da Organização Internacional de Epizootias (OIE). Para tentar erradicar a doença, a organização determina também que os animais sacrificados sejam cremados ou enterrados.
  Segundo Okano, o vírus da aftosa é altamente contagioso, e pode percorrer até 60 quilômetros em um dia, dependendo das condições climáticas. Assim, a alternativa de cuidar do animal doente é descartada não apenas devido a instruções internacionais, mas também por causa do alto risco de infectar as propriedades vizinhas. ‘‘Além disso, os sintomas da doença fazem com que o gado não se alimente e perca bastante peso. O preço do medicamento e o risco de contaminação não compensariam o tratamento’’, justifica. (A.I.)

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