Efeitos das chuvas
A semana transcorreu com tempo instável na maioria do período, predominando temperaturas elevadas, alta nebulosidade e pancadas de chuvas fortes em todo o Estado.
As temperaturas têm se mantido em torno de 2 a 3 graus acima da média esperada para novembro, que, associadas à alta umidade relativa do ar, acentua a sensação de desconforto térmico.
Durante a última semana, as temperaturas médias variaram entre 27 a 29 graus na região Noroeste, entre 24 e 27 graus no Norte, Oeste e Litoral, e entre 20 a 24 nas regiões Sul e Sudoeste.
Tem chovido intensamente na maior parte do Estado, com exceção da faixa leste, próximo ao alto Ribeira, com totais entre 10 e 20 mm em Jaguariaíva, Cerro Azul e Antonina. As maiores precipitações acumuladas na semana foram de 128 mm e 112 mm, registradas em Pato Branco e Maringá, respectivamente, seguidas de 75 a 85 mm em Fernandes Pinheiro, Foz do Iguaçu, Palmital e Cambará, e 60 a 70 mm em Ponta Grossa, Londrina e Apucarana.
As condições hídricas são favoráveis em quase todo o Estado, com o armazenamento de água disponível próximo à capacidade máxima, favorecendo o desenvolvimento das culturas em geral. No entanto, as chuvas torrenciais têm causado grave erosão nas áreas de lavouras recém-plantadas, com grandes prejuízos aos agricultores, devido à necessidade de replantio, reconstrução de terraços, desassoreamento de reservatórios, além da perda irrecuperável da camada superficial do solo.
Nas lavouras de café em produção, a broca encontra-se em trânsito dos frutos remanescentes do ano anterior para os formados este ano, sendo recomendável a inspeção imediata das lavouras para tomada de decisão de controle. As chuvas e a alta umidade relativa favorecem também a incidência de ferrugem no café e a bacteriose nas lavouras de feijão em fase de enchimento de grãos. Mais detalhes desta edição são fornecidos no endereço www.pr.gov.br/iapar/sma.





