A busca por produtos específicos de menor toxicidade tem sido a meta dos fabricantes, segundo Fábio Kagi, gerente de educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), que representa as indústrias agroquímicas do Brasil. Ele destaca que a intoxicação sempre é um risco, mas depende muito da característica de periculosidade do produto versus o cenário de exposição ao agroquímico.
Kagi destaca que os materiais de hoje são mais específicos. "Um novo produto precisa de uma dose bem maior para ser letal." Aos poucos, o índice de toxicidade humana e no ambiente tem diminuído, porém Kagi ressalva a importância das metodologias de prevenção.
Segundo ele, as pessoas precisam ter um acesso maior a informações e treinamentos sobre métodos de aplicação e uso de EPIs. "Muitas pessoas sem informação chegam a misturar a calda com a mão", alerta.
Kagi avalia que as medidas de proteção devem ser coletivas, envolvendo as boas práticas de transporte do produto, armazenamento, forma adequada de aplicação e uso correto do EPI. "Por meio dos treinamentos conseguimos bons resultados", revela. O gerente da Andef também destaca que é obrigação do governo prestar apoio ao agricultor, com a cooperação das indústrias.

ANTIGUIDADES


Kagi salienta que produtos mais antigos estão saindo naturalmente de circulação na medida em que novos produtos entram no mercado. "A tendência natural é que se busque a evolução.". Para o lançamento de um novo produto são gastos em torno de 15 anos de pesquisas, por isso o processo de mudança é vagaroso.
Ele explica que antes os critérios de avaliação eram diferentes: um produto que era considerado com baixo índice de toxicidade no passado, pode ser altamente tóxico hoje, pelos novos critérios estabelecidos. "O processo de aprovação de novas moléculas substitui naturalmente os antigos", destaca. (R.M.)

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