A agricultura evoluiu muito, mas muitos produtores ainda precisam de assistência técnica, descreve Henrique de Salles Gonçalves, gerente de planejamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Paraná. "A agricultura mudou muito, por isso os agricultores tiveram que correr atrás", completa o especialista do Senar.
Egon Bertolaccini, produtor na região de São Jerônimo da Serra, é um exemplo de que a educação viabiliza a produção agrícola. Formado em agronomia, pós graduado em agricultura biodinâmica e com MBA em gestão empresarial, o agricultor, que trabalha com produtos orgânicos e cafés especiais, conta que a educação fez a diferença na sua vida.
"Com o MBA, por exemplo, viabilizei o investimento em industrialização de determinados produtos da propriedade", comemora Bertolaccini. Ele destaca que o objetivo da educação não é aumentar somente a produtividade de uma lavoura, mas sim a qualidade da produção. O produtor e empresário destaca que já realizou uma gama de cursos e até oferece a sua propriedade para diversas instituições de pesquisas para a realização de oficinas.
"Não é fácil produzir produtos orgânicos, por isso fazemos parcerias com outras instituições para deter conhecimento", salienta o agricultor. Bertolaccini completa que a educação no campo já acontece em todas as searas do agronegócio, sendo que muitos agricultores estão interessados em cursos profissionalizantes, principalmente os oferecidos pelo Senar e também pelo Emater. "A educação é uma necessidade", declara o produtor.

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