O leilão de uvas está sendo um desafio para a Bolsa de Cereais e Mercadorias de Maringá. A superintendente da bolsa, Vera Lúcia Periotto, explica que por ser perecível e ter um pico de safra em determinado período, a uva exigiu uma mudança completa na forma de realizar o leilão. ‘‘Não podemos vender a uva como comercializamos grãos’’, compara. A uva, continua Vera Lúcia, exige muita agilidade, já que é um produto que deve ser colocado no mercado quando está no ponto para consumo.
Como o preço da uva é oscilante, o valor mínimo para a abertura do leilão é divulgado apenas 24 horas antes do pregão. Para Vera Lúcia é um tempo suficiente tanto para o produtor como para o comprador interessado. As demais características da uva, como ‘‘denominação de classes’’, diâmetro das bagas, cor e grau de doçura, também são divulgadas 24 horas antes do leilão.
A venda é feira com o produto na parreira. O comprador tem um prazo de dois dias para efetuar o pagamento e no terceiro dia pega o produto na propriedade, pronto para o transporte e comercialização. ‘‘O sistema garante a qualidade e entrega do produto e o pagamento da mercadoria à vista’’, diz Vera Lúcia. (M.Z.)

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