Mercado da soja teve mais uma semana de bons preços. Na região de Londrina a saca foi vendida a R$ 38,00 e, em Paranaguá, atingiu R$ 42,00. ''O produtor deve aproveitar os bons momentos que o mercado está oferecendo e se programar para a venda parcelada da soja'', orienta Luiz Roberto Ferrari, presidente da Bolsa de Mercadorias de Londrina.
A notícia da quebra da safra brasileira, de acordo com Ferrari, promoveu a elevação do preço do grão que na semana passada variou entre R$ 32,00 e R$ 34,00. Esse volume de preços, para ele, já absorve as perdas promovidas pela estiagem e podem ser pagos pelo mercado com competitividade. Já o restante do valor foi promovido pela notícia de uma redução na área de plantio da safra americana. ''São fundos especulativos colocados no mercado por investidores internacionais para cumprir embarques, e não representam a realidade da Bolsa de Chicago'', alerta.
Ferrari não acredita que a soja atinja este ano os ótimos preços obtidos no ano passado quando a média foi de R$ 47,00/sc. Mas, se for mantido o valor atual de US$ 14,00, já será vantajoso. ''Quem almeja preços maiores também estará especulando''. Ele lembra que a expectativa inicial era de preços variando entre US$ 9 e US$ 10. O presidente da Bolsa orienta ainda que é preciso estar atento para não cometer o mesmo erro do ano passado. ''Houve gente que preferiu esperar por preços ainda melhores e, quando a safra começou, foi obrigado a vender por valores mais baixos''.
Luiz Ferrari também prefere cautela quanto a projeção dos números da quebra da produção brasileira. Mesmo estimando uma produção de 52 milhões de toneladas de grãos, ele prefere esperar o fim da colheita. ''No Paraná, por exemplo, as ocorrências climáticas não foram as mesmas em todo o Estado''.

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