DRT fiscaliza implantação da norma
Além de orientar a aplicação da nova norma, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT-PR) é responsável pela fiscalização da NR31. ''A fiscalização é feita no sentido orientativo mas também são feitas notificações'', afirma o chefe do Setor de Segurança e Saúde do Trabalhador (DRT-PR), Sérgio Silveira de Barros. (Veja Infográfico)
Uma equipe volante de fiscais é mantida em Curitiba, além de sub-delegacias em Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. ''O trabalho no campo é de difícil alcance, temos que mapear as regiões para chegar até os trabalhadores. É um trabalho lento, que deve durar de 10 a 15 anos até promover a conscientização no campo. Por isso é importante a mudança de comportamento tanto dos empreendedores quanto dos empregados''.
Barros acredita que na região Norte do estado, o incentivo para a produção de etanol vai incrementar ainda mais a produção de cana-de-açúcar, hoje, o setor que mais emprega no estado. Em todo o Paraná são 27 usinas de cana-de-açúcar, nove delas só na região de Londrina, atendendo mais de 10 mil trabalhadores rurais.
''Será preciso uma organização maior do setor, para que os empreendedores cumpram as determinações da NR31, que exige melhor estrutura para os cortadores de cana, como banheiros, refeitórios, transporte adequado, acomodação dos equipamentos de trabalho, além de atendimento médico em caso de acidentes de trabalho'', afirma Barros.
De acordo com Rogério Perez Garcia Júnior, chefe da Fiscalização da DRT em Londrina, na região os cortadores de cana trabalham com carteira assinada e tiveram as exigências para a saúde e segurança no campo atendidas pelas usinas. ''Os empregadores se adaptaram rápido às novas regras e hoje os trabalhadores têm atendimentos odontológico, médico, equipamentos de segurança, refeitórios e sanitários. Temos poucas reclamações das usinas'', concluiu. (M.O)





