Drive in também no setor agrícola
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sábado, 29 de agosto de 2020
Reportagem local 
A noite da última segunda-feira marcou uma nova etapa para os eventos presenciais agropecuários, suspensos desde o início da pandemia do coronavírus. A empresa Belagrícola realizou o primeiro drive in do agronegócio, na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina, com palestra sobre “Construção de Perfil de Solo”, lançando a discussão sobre a importância dos cuidados com o solo não apenas em sua camada superficial, mas também nas mais profundas.
O primeiro evento drive in foi considerado um sucesso pela empresa e deve ser repetido. O diretor comercial da Belagrícola, William Guerreiro, destaca que esta foi a forma encontrada para levar conteúdo aos produtores nesse período em que as atividades presenciais convencionais representam risco à saúde de todos. “Pretendemos fazer outros eventos neste formato não só em Londrina como também nas outras regiões em que atuamos”, informa.
Entre os participantes, esteve o produtor José Carlos Romanini, que avaliou o evento como “fantástico”. “Neste momento em que precisamos manter o distanciamento, essa é uma excelente forma para continuarmos recebendo informações de qualidade”, disse.
PERFIL DE SOLO
“É preciso olhar com atenção para a parte física, química e biológica do solo e ter em mente que o trabalho é contínuo e progressivo. É possível obter bons resultados a curto prazo, mas alta rentabilidade com sustentabilidade exige um trabalho constante”, comenta o engenheiro agrônomo e coordenador de Difusão de Tecnologia da empresa, Fernando Melatti.
Por isso, destaca ele, trabalhar a construção de perfil de solo exige uma mudança de conceito, focando na sua melhoria para alcançar a máxima produtividade com alta rentabilidade.
E tudo começa com um diagnóstico preciso do solo, levantando dados de seus aspectos físicos, químicos e biológicos. “Analisamos as camadas mais profundas do solo e traçamos o planejamento de reconstrução”, informa o engenheiro agrônomo, acrescentando que a implementação do trabalho começa com a equalização do uso de insumos.
“Nosso objetivo com esse trabalho é mostrar aos produtores que cada vez mais existem tecnologias à disposição deles para fazer a melhoria do solo pensando numa agricultura sustentável”, informa.
“Trata-se de um conceito que visa melhorar a estrutura do solo para, por meio de dados, alcançar alta rentabilidade. Ele não é, sozinho, garantia de produtividade. E o trabalho não para no diagnóstico. É preciso ser contínuo, percorrendo várias etapas até alcançar o resultado almejado”, informa. E alerta: “o agricultor trabalha a céu aberto. A principal base dele é o solo. Não adianta investir no melhor maquinário, melhor fertilizante se o solo não está sendo bem cuidado.”
O primeiro evento drive in também teve função social, com doações de produtores de cerca de R$ 5 mil para o Hospital do Câncer de Londrina.


