Dow AgroSciences investe R$ 200 mi em nova tecnologia híbrida
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
Ricardo Maia <br> <br> Reportagem Local 
Uberlândia - Com um investimento de cerca de US$ 200 milhões em pesquisa e desenvolvimento, a Dow AgroSciences acaba de lançar no mercado uma nova tecnologia para ser inserida nas sementes de milho e que controla as principais pragas do grão. De acordo com a empresa, o Powercore(TM), atua no combate às principais largartas que afetam a cultura, dentre elas a do cartucho, do colmo, da espiga e também do elasmo. Além disso, a nova técnica também possui tolerância a dois tipos de herbicidas, o glifosato e o glufosinato. A novidade, segundo o diretor de sementes da empresa, Rolando Alegria, começará a ser comercializada a partir de novembro deste ano, já sendo disponibilizada para a safra 2012/13.
''Esta nova tecnologia é a primeira com cinco genes estaqueados para a cultura de milho'', comemora Alegria. De acordo com Vitor Luiz Porto da Cunha, gerente de marketing da Dow, o Powercore(TM) permite que o produtor diminua a área de refúgio de 10% para 5%. ''Dessa forma, o produtor ganhará ainda mais em produtividade'', assegura. Antonio César Santos, gerente de pesquisas e desenvolvimento da Dow, acrescenta que um dos diferenciais da tecnologia é a inserção de três diferentes proteínas Bt, que ameniza perdas causadas por pragas.
Segundo ele, com isso, a possibilidade da praga que está sendo combatida desenvolver resistência simultânea para essas três proteínas é reduzida drasticamente. Santos destaca que uma das pragas que mais tem afetado as lavouras brasileiras de milho é a largarta do cartucho. Segundo ele, uma lavoura atingida com essa praga chega a perder até 40% de produtividade. ''Os benefícios da tecnologia na produção se dá de forma indireta, isso porque ela evita a proliferação de pragas'', sublinha.
Questionado sobre a viabilidade de implantação do Powercore(TM) no Paraná, o gerente de marketing da Dow, Vitor Luiz, explica que a técnica pode ser utilizada em qualquer tipo de clima e solo. Para comprovar a viabilidade da tecnologia em solo paranaense, o milho geneticamente modificado foi testado em Castro, na região central do Estado - uma das inúmeras estações experimentais da empresa espalhadas pelo Brasil. ''O Paraná é um difusor de tecnologia, por isso é importante para a Dow''. Cunha completa que o Estado representa entre 10% e 12% do market-share da empresa. Em vendas de sementes, o mercado paranaense representa 33%, a qual atende mais de 3 mil produtores.
No ano passado, as vendas globais da Dow somaram US$ 5,1 bilhões, tornando-a a quarta maior empresa do segmento. Nos últimos quatro anos, só a América Latina representou 27% das vendas da multinacional.
* O jornalista viajou a Uberlândia a convite da Dow AgroSciences


