Dona Antônia: de volta à roça
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Cláudia Barberato<br>Reportagem Local 
Figura simpática na feira livre às quintas-feiras e aos domingos na Avenida São Paulo, no centro de Londrina, Antônia Chuha também entrega sua produção de crisântemos em supermercados da cidade.
Antônia esperou as crianças crescerem para ''voltar para a roça.'' Filha de agricultores, mudou-se para a cidade depois do casamento. Teve um bar e esperou as crianças estudarem para voltar a trabalhar na terra. De volta à atividade há 12 anos hoje ela comemora ''poder mexer na terra todos os dias.''
O plantio é feito numa chácara em Ibiporã (14 km a leste de Londrina) em 12 mil metros quadrados. Somente nas épocas de maior demanda por flores é que a produtora contrata trabalho temporário. No resto do ano conta com a ajuda do marido Napoleão e de um empregado fixo.
A atividade, segundo ela, já lhe deu um bom dinheiro, ''mas agora não é um momento de alta rentabilidade,'' reclama. Os custos de produção, garante Antônia, aumentaram muito e o produto não pôde ser reajustado. ''Meus custos são em dólar e eu vendo em real.''
Veneno, adubo, plástico para a estufa e outros insumos, cotados em dólar, impedem, de acordo com a produtora, maior índice de rentabilidade com as flores. Abrindo suas contas ela revela, no entanto, que o custo de produção de um vaso sai de R$ 1,80 a R$ 1,90. O mesmo vaso, depois, pode ser vendido por R$ 3,00 a R$ 3,50. O risco está em não vender toda a produção porque as flores são um produto perecível.


