Doma qualifica animal
No processo de doma dos animais, João Viotto repassa a palavra aos funcionários Vanilson Rosa de Souza, responsável pelo trabalho, e o ajudante Diego Alves. Os muares, segundo o treinador, demandam menos tempo de doma. ''Com um ano de treinamento o animal fica pronto'', garante. Cavalos, segundo ele, exigem 24 meses.
A base do trabalho é a boca do animal, pela qual, com a colocação de freios, o bicho aprende os comandos das rédeas. O primeiro freio, batizado como ''abridão'', tem estrutura mais grossa e mais pesada. ''É para ensinar o animal a realmente abrir a boca. O instrumento machuca, mas é exatamente a dor que ensina o animal a obedecer os comandos. Com 30 dias ele já responde'', explica Vanilson.
''O grande segredo'', continua Denilson, ''é ensinar o animal a 'quebrar o pescoço'', revela. O animal precisa ficar com o pescoço ''mole'', ou seja, aprender a obedecer os comando com um leve toque das mãos do cavaleiro.
Depois de aprender os comandos de boca, que orientam a direção que o animal deve tomar, o passo seguinte é ensinar o tipo de caminhada. ''Há animais de marcha, com caminhada mais macia; e os que andam em trote''. A diferença na suavidade do caminhar, segundo o treinador, varia de acordo com a altura da troca de passos. ''Começamos com caminhadas a passos curtos, depois, vamos intensificando o fôlego do animal com caminhadas de 2 a 20 quilômetros sem desgaste físico. Aí, ele está preparado''.
Além do treinamento, um bom animal exige cuidados de ''toalete'', como aparar pêlos das orelhas, cauda. ''O pêlo tem que ter muito brilho'', diz Denilson. Para isso, a pelagem deve ser lavada com shampoos específicos e escovada com frequência. Há ainda cuidados com a alimentação, além de se evitar que o animal tenha contato com o orvalho. (C.G.)





