Dois pesquisadores paranaenses foram premiados no 5º Top Ciência Basf. O evento, que tem por objetivo estimular as pesquisas na comunidade científica, aconteceu na semana passada em São Paulo e premiou ao todo 23 profisssionais. Dionisio Luiz Pisa Gazziero, pesquisador da Embrapa Soja, em Londrina, foi o contemplado na categoria herbicida, com um trabalho sobre o manejo da buva. Já a pesquisadora Jaqueline Huzar Novakowski, da Unicentro, em Guarapuava, foi uma das vencedoras na categoria cereais.
Gazziero destacou que o prêmio é o reconhecimento do trabalho que a Embrapa vem fazendo no sentido de resolver problemas com plantas daninhas. No seu trabalho de pesquisa ele apresentou o problema de resistência da buva. ''Quando nos deparamos com o problema da buva pensamos em várias soluções, não apenas o controle químico'', ressaltou, citando a recomendação de diversificação de culturas.
Na linha de químicos, sua pesquisa também trabalhou com vários produtos. Foram analisados o melhor momento de aplicação e a quantidade ideal. Na combinação de materiais, Gazziero utilizou um produto experimental da Basf, o herbicida Kixor. ''O produto ainda não está sendo comercializado, mas a gente pode testá-lo na pesquisa'', enfatizou o pesquisador, frisando que o herbicida apresentou uma perfomance muito boa e que quando for para o mercado será uma ferramenta interessante para ser utilizada no controle de plantas daninhas. A pesquisadora Jaqueline, trabalhou com o Standak Top e nitrogênio suplementar, tecnologias para maximizar a produção de feijão.
Nesta edição, o evento envolveu ao todo 18 cultivos, entre eles, soja, milho, trigo, girassol, algodão, citros e hortifruti. Foram inscritos mais de 300 trabalhos, entre vários países da América Latina. A maior parte foi do Brasil.
Para Alfred Hackenberger, presidente da Basf para a América do Sul, cada trabalho inscrito é importante não apenas para a comunidade acadêmica científica mas toda a sociedade. ''Este é o caminho, os problemas que aparecem são cada vez mais complexos e as soluções cada vez mais sofisticadas, as quais só podem vir da área de pesquisa em várias disciplinas'', enfatizou.
Eduardo Leduc, vice-presidente sênior da Unidade e Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, acrescenta que o Top Ciência é uma iniciativa da empresa para investimentos em pesquisa. ''A companhia visa elevar o conhecimento sobre ferramentas necessárias para aumentar a produtividade e qualidade nas lavouras, assegurando a competitividade brasileira''.
Desde a edição de 2009, a Basf possibilita que pesquisadores tenham seus projetos perpetuados, com o reconhecimento dos seus direitos de propriedade intelectual. Conforme Maurício Russomano, vice-presidente da área de cultivos, a companhia investe em parcerias para pesquisas agrícolas e propõe acordos com pesquisadores e entidades de pesquisa para o registro conjunto de patentes, como forma de beneficiar todos os envolvidos. No ano passado, um trabalho foi patenteado.

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