A expansão da mandioca no Noroeste do Paraná vem facilitando disseminação das chamadas ''doenças do ciclo da mandioca'' como antracnose, bacteriose e o superalongamento. A maneira mais eficaz de evitar essas doenças é fazer uma boa seleção de ramas/manivas, que são o meio de propagação. O aumento da incidência de fungos preocupa os produtores e técnicos da região.
As doenças foram tema de debate em Paranavaí, esta semana, no 1º Encontro sobre Antracnose e Bacteriose, promovido pela ABAM (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca) e Atimop (Associação Técnica das Indústrias de Mandioca do Paraná).
O evento, que reuniu técnicos, empresários e pesquisadores dos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, teve como objetivo mostrar aos técnicos do setor as características da antracnose; o seu desenvolvimento e as formas de prevenção. Conforme os técnicos, ''não há combate eficiente para eliminar os fungos depois que eles já instalaram na lavoura''.
O produtor deve estar atento no momento em que vai reproduzir ou adquirir a maniva para o próximo plantio.
De acordo com os técnicos há formas mais amenas e mais severas de fungos e bactérias que atacam a mandioca, provocando danos de proporções diferenciadas, dependendo da gravidade do patógeno.
As formas mais severas de doenças causam perdas de produtividade da lavoura e, como consequência, muito prejuízo ao produtor, considerando os preços de mercado.
Na safra passada, a falta de medidas preventivas e a ausência de controle foram responsávis por pardas de até 20% no Paraná.
A antracnose está presente em 100% das culturas, incluindo a mandioca. No feijão, por exemplo, se encontram mais de 200 tipos e raças desse fungo, que têm como ambiente ideal para sua proliferação o clima ameno e a umidade alta. O vento é outro fator de disseminação do fungo.
Os sintomas da antracnose e da bacteriose são muito parecidos e podem confundir sua identificação. A antracnose se apresenta na forma de manchas foliares encharcadas, na base das folhas, que caem.
Seus sintomas se desenvolvem rapidamente em folhas, pecíolos e hastes, provocando cancros profundos nestes, desfolha intensa e morte dos ponteiros da planta.
A bacteriose, ou murchadeira, apresenta como sintomas iniciais lesões angulares nas folhas, de aspecto encharcado, com coloração palha na face superior, e azulada. Com a evolução da doença, pode ocorrer morte descendente dos brotos novos.
O superalongamento também é causado por fungo, e tem como sintomas mais frequêntes as manchas foliares necróticas, a hipertrofia e cancro nas nervuras, pecíolos e caules. As folhas atacadas apresentam-se retorcidas. As plantas severamente atacadas apresentam alongamento exagerado dos entrenós das hastes jovens.
As informações são de pesquisadores do Iapar, Epagri, IAC e Universidade Paulista (Unesp) de Botucatu.

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