Doença severa e com alto potencial de dano
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sexta-feira, 05 de outubro de 2018
Embrapa Soja 
A ferrugem asiática da soja foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2001, e a partir de então é monitorada e pesquisada por vários centros públicos e privados no Brasil e no mundo. A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é a mais severa doença da cultura da soja e a que causa os maiores impactos econômicos. Os custos para o controle da ferrugem na soja brasileira são estimados em US$ 2 bilhões por ano, considerando uma média de três aplicações de fungicidas.
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O fungo se dissemina pelo vento e pode incidir em qualquer estádio da cultura, porém é mais comum após o fechamento do dossel, em razão do acúmulo de umidade e da menor incidência de radiação solar nas folhas baixeiras, por onde a doença tende a começar.
O manejo da doença envolve diferentes estratégias que incluem: a eliminação de plantas de soja voluntárias e a ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de 60 a 90 dias sem soja na entressafra); a utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada; a utilização de cultivares com gene(s) de resistência; o monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura e a utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.
A única medida disponível após observados sintomas na lavoura é o controle com fungicidas para proteger as folhas ainda sadias. A eficiência curativa dos fungicidas hoje disponíveis é muito baixa. A ferrugem apresenta uma alta correlação entre severidade de doença e redução de produtividade. É importante ressaltar que a medida que se atrasa o controle com a doença já instalada, já começam as perdas de produtividade. Essas perdas dependem muito do momento em que se observa a doença na lavoura e das condições climáticas após esse momento.
SINTOMA DA DOENÇA
Os sintomas causados por P. pachyrhizi iniciam-se nas folhas inferiores da planta e são caracterizados por minúsculos pontos (1-2 mm de diâmetro), mais escuros do que o tecido sadio da folha, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada. Essas lesões provenientes da fase inicial da infecção não são facilmente visíveis a olho nu. Correspondente aos minúsculos pontos iniciais, observa-se, no verso da folha (face abaxial), a formação de urédias (estruturas de reprodução do fungo), que se apresentam como pequenas saliências na lesão.
A observação das urédias é a principal característica que permite a distinção entre a ferrugem da soja e outras doenças com outros sintomas semelhantes, como o crestamento bacteriano (Pseudomonas savastonoi pv. glycinea), a pústula bacteriana (Xanthomonas axonopodis pv. glycines) e a mancha parda (Septoria glycines). As lesões da ferrugem tendem para o formato angular e podem atingir de 2 a 5 mm de diâmetro, podendo aparecer nos pecíolos, vagens e caules.
Fonte: Embrapa Soja


