O Paraná quer vacinar 100% dos 9,7 milhões de bovinos e bubalinos. No dia 15 de maio, quando a campanha estiver a todo vapor, o Estado completa oito anos sem febre aftosa. Desde maio de 2000 o estado é reconhecido pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) como ''área livre da febre aftosa, com vacinação''. Ainda não há previsão sobre quando a vacina será suspensa. Tudo vai depender da eliminação da doença e dos resultados da vacinação.
Durante a semana, lideranças como o secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, e o presidente da Faep, Ágide Meneguette, reuniram técnicos, dirigentes sindicais e pecuaristas criando clima e motivação para adesão de todos os criadores de gado, grandes, médios e pequenos.
Como ocorreu no ano passado, foram realizados debates em Ponta Grossa, Guarapuava, Francisco Beltrão, Toledo, Paranavaí, Londrina e Ivaiporã.
O combate à aftosa é uma questão econômica importante para o Estado do Paraná. Da sanidade depende a boa comercialização da carne e sua permanência no mercado externo.
No esforço estão envolvidos órgãos como o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná (Fundepec); os 160 Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária e prefeitos dos 399 municípios.
O pequeno tirador de leite da periferia das cidades, por menor que seja o número de vacas, tem responsabilidade no objetivo de menter o Estado livre da doença. Segundo a Faep, o Paraná tem hoje mais de 200 mil criadores.
A Faep informou esta semana que neste ano não será mais cobrada a taxa do Fundo de Saúde Animal, de R$ 0,25, recolhida nas últimas quatro campanhas até atingir o valor de R$ 1,00 por animal cadastrado. Segundo a Faep, graças à contribuição dos criadores, hoje existe um fundo com R$ 9,8 milhões que assegura a indenização dos pecuaristas, em caso de focos da doença que obriguem o sacrifício de animais. Os recursos, depositados numa conta especial do Fundepec, só poderão ser usados exclusivamente para indenização aos criadores.

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