Doença antiga, mas pouco conhecida
Cristina Côrtes
De Londrina
Uma doença pouco conhecida dos criadores, mas que atinge pelo menos 25% dos bovinos em idade reprodutiva, deve merecer mais atenção dos pecuaristas, segundo a pesquisadora da Embrapa, Aiesca Oliveira Pellegrin. É a campilobacteriose, que sempre esteve presente nos rebanhos brasileiros, mas acabou ficando em segundo plano em relação a outras enfermidades, que mereceram programas de controle, explica Aiesca.
A pesquisadora fez este alerta em palestra durante Simpósio sobre Doenças Infecciosas da Reprodução em Bovinos, promovido no final do ano pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal, em Belo Horizonte (MG).
A campilobacteriose é uma doença venérea transmitida, quase sempre, pelo touro à fêmea no momento da monta natural. Esta doença merece atenção porque, efetivamente, provoca terríveis problemas econômicos à atividade, além de ser facilmente disseminada pelo rebanho, destaca.
Estudos mostram que um em cada quatro bovinos em idade reprodutiva sofre os efeitos da campilobacteriose, que diminui a produção de bezerros e prejudicada a oferta de leite na fazenda. Repetição de cio, consequente aumento do intervalo entre os partos, menor produção de lezerros e queda da oferta de leite, estão entre os prejuízos mais evidentes.





