Doce e suculenta
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sábado, 27 de novembro de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Os produtores paranaenses já iniciaram a colheita da ameixa, que só deve terminar em fevereiro, com as variedades mais tardias. Na região de Curitiba, onde há maior concentração de fruticultores, cerca de 0,5% das ameixas já foram retiradas dos pés e comercializadas nas centrais de abastecimento da capital.
De acordo com Lúcia Lozano, agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), a área cultivada com ameixa, em 2003, somou 887 hectares (ha) em todo o Estado e a produção girou em torno de 10,5 mil t (t). Lapa (71 km a oeste de Curitiba) foi a região de maior produção, com 180 ha. Assaí (36 km a leste de Londrina) e Arapoti (149 km ao sul de Jacarezinho) vêm em seguida com 100 ha e 63 ha, respectivamente.
A previsão para este ano é de um aumento de 52 ha na área cultivada. ''Devem ser colhidas cerca de 9,9 mil t'', calculou Lúcia. Segundo ela, a queda na produção se deve a problemas na floração, principalmente na região Norte do Estado, onde houve falta de chuva.
Treze cooperados da Cooperativa Integrada de Londrina, das regionais de Assaí (36 km a leste de Londrina) e Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana), produzem 36 ha de ameixa que são comercializados nas centrais de abastecimento do Paraná e de São Paulo.
Segundo o agrônomo da Integrada, Osmar Tutida, as variedades mais cultivadas são a Irati - precoce - e a reubennel e a polirosa, que pode ser colhida até fevereiro. ''Normalmente os produtores combinam duas variedades para extender o período de colheita. Além disso, a Irati é uma planta que precisa ser polinizada para dar frutos, por isso não pode ser cultivada sozinha'', explicou.
É o que acontece na propriedade de Hiroshi Kamiguchi, de Mauá da Serra, que já colheu os frutos da variedade Irati e deve finalizar a colheita da variedade Reubennel em dezembro. Ele cultiva 300 plantas que produzem, em média, 120 quilos de fruta cada. A produção é comercializada no Ceagesp, em São Paulo, com o auxílio técnico da Cooperativa Integrada. ''Acredito que terei uma receita líquida de R$ 30 mil nesta safra'', calculou o produtor.
Kamiguchi conta que a colheita é feita manualmente e emprega cerca de 10 pessoas durante os meses de novembro e dezembro. As ameixas são selecionadas e embaladas em caixas de papelão com capacidade para sete quilos. O quilo é vendido por R$ 2,50.
Tutida explica que os produtores preferem mulheres na colheita, por serem mais cuidadosas com a fruta. Outra tendência é contratar o mesmo grupo de pessoas que trabalhou em colheitas passadas. ''Esses trabalhadores já conhecem a propriedade e são de confiança do produtor'', apontou.
Para Kamiguchi o mercado é bastante promissor. ''Os produtores podem ampliar suas áreas de cultivo porque ainda há mercado. O único entrave é ter poder aquisitivo para tanto'', ressaltou.


