Em Londrina, o produtor Otávio Dutra de Oliveira decidiu cuidar sozinho da venda das poncãs que cultiva no sítio de 5 hectares, na comunidade Viação Velha, zona sul. Há cinco anos, em todo o período de safra Oliveira mantém um ponto fixo, na Avenida Madre Leônia - acesso ao Shopping Catuaí, das 8 às 16 horas, com frutas fresquinhas colhidas no dia anterior.
A qualidade do produto garante freguesia nova todos os dias, além da clientela fixa dos moradores da região - há até aqueles que acenam do muro do outro lado da avenida e ficam a espera da entrega ''em domicílio''. A comercialização diária é de cerca de 20 caixas de poncãs, ofertadas nas versões baldinho, balde e baldão, que custam R$ 2,00, R$ 3,00 e R$ 4,00 respectivamente.
O pomar com 600 pés de poncãs está com uma boa produtividade. Ele calcula que terá frutos para ofertar até o final de junho. ''Eu entregava em alguns mercados, mas o ganho era menor'', diz. Para garantir mais conforto na venda das frutas, acomodadas na carroceria da picape saveiro, ele traz banqueta e guarda-sol.
Para agregar mais valor ao produto, Oliveira conta com o apoio da esposa, Aparecida, que prepara petiscos com cascas de poncãs. Cortadas em tirinhas e envoltas em açúcar a guloseima agrada aos mais variados paladares. ''A gente aproveita frutos menores ou aqueles que racharam no momento da colheita'', conta. O pacotinho das casquinhas cristalizadas custa R$ 1,00.
Além das poncãs, o produtor cultiva 150 pés de tangerina cuja colheita deve começar em junho. A safra não será das melhores. ''A variedade escolhida foi a montenegrina, mas creio que não se adptou muito bem no sítio'', justifica.
Apesar disso, Otávio Oliveira não reclama de dificuldades na condução dos pomares de cítricos. ''O pessoal da Emater nos orienta quando surgem problemas'', afirma. As frutas complementam a renda do sítio, que possui também algumas vacas leiteiras. ''Vendo ainda queijos e doces'', avisa.

mockup