Do galinheiro ao aviário: a evolução do avicultor
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Do agricultor que cuidava do galinheiro ao produtor rural que gerencia aviários. Transformação gigantesca na última década, que coloca a avicultura como uma das principais atividades agropecuárias do Estado, tanto em produção e exportação, como em Valor Bruto de Produção (VBP) e, claro, na tecnificação dos avicultores, que faz toda a diferença no agronegócio paranaense. Impossível celebrar o Dia do Produtor sem lembrar de tal segmento.
O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) mostra a força por meio dos números compilados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). São aproximadamente 20 mil avicultores em regiões rurais do interior paranaenses, 660 mil empregos diretos e indiretos, sendo que o setor é responsável por 14% do volume financeiro arrecadado pela agropecuária do Estado. Do total de R$ 70,6 bilhões arrecadados por todas as atividades agropecuárias do Paraná na safra 2013/14, a avicultura de corte foi responsável por R$ 9,8 bilhões.
Praticamente todos os avicultores do Paraná estão ligados a cooperativas ou pertencem ao sistema de integração de agroindústrias, que estão distribuídas por 29 cidades e exportam para mais de 150 países. Os abates aumentaram 15% nos últimos cinco anos, fechando 2014 com 1,56 bilhão de aves produzidas no Estado. "Toda essa mudança aconteceu nos últimos dez anos. Temos no Paraná 390 mil propriedades rurais, sendo 350 mil de pequeno porte. Um campo muito fértil que fez a avicultura evoluir. Para os próximos dez anos, acho que continuaremos crescendo dessa forma. Cada vez mais o agricultor está se tornando um empresário rural dentro da propriedade e apenas os produtivos, com um bom sustento, vão sobreviver", salienta o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.
Por caminhar ao lado de cooperativas e grandes indústrias, o avicultor se tornou um especialista na área, um técnico rural que, segundo Martins, tem rentabilidade como tal. "Quem aposta na atividade precisa acompanhar a evolução de ambiência, nutrição, genética dos animais entre outros fatores importantes. Hoje, o produtor é treinado, capacitado, recebe cursos para acompanhar a produção. Se antes era complexo cuidar de 5 mil, 7 mil frangos, hoje é possível estar à frente de 70 mil aves devido à tecnologia e conhecimento na área", exemplifica o presidente do Sindiavipar.



