Do campo para o corpo
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quarta-feira, 06 de abril de 2005
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Calça jeans, camisa, cinto largo com fivelas imensas, botas de couro e, claro, chapéu estilo caubói. Este é o figurino escolhido pelos londrinenses durante a Exposição Agropecuária e Industrial. Homens e mulheres fazem do estilo country seu uniforme nas duas semanas de evento. Já as crianças são um capítulo à parte. Imitam os pais em tudo, com direito a chapéu, cinturão e camisa em versão miniatura.
Unindo o útil ao agradável, as indústrias de implementos agrícolas e as associações de criadores de gado resolveram investir neste filão, que têm demonstrado crescente potencial consumidor. A própria Sociedade Rural do Paraná monta uma Butique Rural no Parque Ney Braga durante a exposição.
Usar um chapéu ou uma camisa John Deere é sinônimo de status. Mostra identidade com a marca, que faz parte da vida do agricultor, afirma Orion Gonçalves, promotor de vendas dos equipamentos agrícolas John Deere.
Os produtores que utilizam artigos da Massey Ferguson, no entanto, querem mesmo é enfatizar a paixão pela marca. O boné é o item mais vendido, mas jaquetas, bolsas, canivetes e facas fazem bastante sucesso, aponta Fábio Piltcher, diretor de marketing da empresa para a América Latina. Na New Holland, o conceito de grife foi criado em 2000, por solicitação dos próprios clientes, que querem demonstrar amor à máquina seu ganha-pão por meio do visual. Os agricultores solicitaram camisas, depois agasalhos e a linha de produtos foi crescendo por sugestão deles e também dos concessionários, declara Elisabete Veiga, gerente de marketing e pós-venda da indústria. Todas as empresas contam com uma loja de souvenires em cada concessionária e também montam estandes em feiras e exposições Brasil afora. O objetivo é atender a demanda dos clientes e difundir a marca no mercado. No caso da Massey Ferguson, além dos produtores, as lojas contam com cerca de quatro mil clientes fixos, que são os funcionários das fábricas, calcula Piltcher.
Apesar de já estarem bastante consolidadas no mercado internacional, as grifes ainda têm muito para crescer como negócio por aqui. Fora do Brasil, o faturamento é enorme, diz Piltcher.
Já o público-alvo da John Deere garante bom faturamento às butiques. As vendas são efetivas e algumas concessionárias até destinam parte dos lucros para caridade, declara Orion Gonçalves. A gerente de marketing da New Holland explica que a empresa não visa lucro com a grife e que por isso, os produtos são vendidos a preço de custo. Entre os ítens mais comercializados estão camisas, garrafas térmicas, calças, agasalhos, bolsas, malas e kits para churrasco e de ferramentas.


