Na opinião do presidente do Conselo Nacional do Café, Gilson J. Ximenes Abreu, de São Paulo, os cafeicultores poderiam pagar aquelas dívidas somente se ocorresse um desses fatores: liberação de recursos para custeio da próxima safra; aumento do preço, ‘‘possibilitando renda suficiente àqueles que ainda não venderam a sua safra’’; prorrogação das dívidas com prazo e juros compatíveis com a renda do setor; tratamento especial àqueles que, por falta de garantia suficiente, não recebem recursos para recuperar os seus níveis de produtividade, qualidade ‘‘e, consequentemente, renda’’.
Gilson Abreu sugere ao governo Federal que faça ‘‘um estudo sério e consistente, e que tomem medidas para resolver definitivamente o problema do endividamento, de geração de renda e, consequentemente, de geração e manutenção de empregos no setor cafeeiro, sob pena de se perder no futuro todo o esforço feito a partir de 1993, de recuperação da cafeicultura brasileira.’’
As dívidas de curto prazo, do setor cafeeiro, estão assim distribuídas:

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