A fruticultura é uma das atividades que mais gera renda no agronegócio. Paulo Cosmo, presidente da Associação dos Fruticultores do Paraná (Frutipar), cooperativa que integra em torno de 50 produtores da região metropolitana de Curitiba, destaca que o setor propicia trabalho o ano todo.
Cosmo explica que a fruticultura é uma forma de fixação de mão de obra. O presidente sublinha que no caso da maçã, principal atividade da associação, os cuidados vão desde a poda das plantas até a colheita. Ele aponta que o sucesso da fruticultura tem crescido principalmente em áreas acidentadas e pedregosas, onde não é possível plantar outro tipo de cultura.
Cosmo sempre orienta os iniciantes na atividade a diversificar culturas. Isso, em sua opinião, garante produção para a propriedade o ano todo. Carlos Kamiguchi, produtor da região de Mauá da Serra, é um exemplo de agricultor que distribui de forma eficiente a sua produção. Em uma área de 430 hectares, o empresário rural destina 345 hectares para cereais e 16 hectares para o cultivo de caqui. ''A produção tanto de cereais quanto de frutas possue riscos, por isso diversificar é a melhor solução'', salienta.
Kamiguchi afirma que a produção do caqui lhe garante uma boa rentabilidade, representando em torno de 15% da receita bruta da fazenda. Para o produtor, o caqui é uma fonte segura de renda quando os preços dos cereais estão em baixa. Além disso, completa Kamiguchi, a fruta chega a assegurar até 30% do seu capital de giro. Em média, o fruticultor recebe R$ 1,25 por quilo de caqui vendido, a um custo de produção que corresponde a cerca de 80% desse valor.
Mesmo com um custo de produção ''salgado'', Kamiguchi revela que o investimento valeu a pena. Em um futuro próximo, o fruticultor já planeja trabalhar com outras variedades de frutas, como pêssego e lichia. (R.M.)

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