A produção de energia verde esbarra na falta de estruturação da cadeia produtiva, mas é importante para que os agricultores implantem a diversificação na propriedade. Aliás, esta também é a expectativa dos pesquisadores que atuam no desenvolvimento dos projetos. ''Pretendemos trabalhar com uma matriz mais diversificada. Não podemos depender apenas de monoculturas porque ficamos mais sujeitos a problemas como pragas e ao sistema de produção'', observa o pesquisador da Embrapa Soja João Flávio Veloso Silva, coordenador do projeto Rede Biodiesel.
Segundo ele, os programas estão implantados em todo o País e lidam com culturas como soja, girassol, mamona, dendê e canola. ''O aquecimento global requer a utilização de novas fontes de energia'', salienta. As pesquisas foram reiniciadas há dois anos e, neste período, o sistema de produção avançou para oferecer estabilidade para o produtor, uma vez que o mercado de oleaginosas alternativas era inexistente no País. Os trabalhos são desenvolvidos em todo o País e há Estados onde há mais resistência, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste.
''O Paraná, por exemplo, é o maior produtor agrícola, mas não o maior produtor de biodiesel. Os produtores paranaenses vendem a matéria-prima para processar em outros locais, mas o potencial do Paraná é inegável'', observa Silva. Apesar disso, ele acrescenta que estão sendo feitos investimentos em usinas de biodiesel.(F.M.)

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