Para que o Brasil chegue em 2050 - quando a população projetada é de 9,8 bilhões de pessoas - com "bala na agulha" em relação à uma produção volumosa aliada com a segurança alimentar, é preciso encarar de frente grandes desafios. A coordenadora de estratégias para o mercado da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Suemi Mori Andrade, cita alguns deles que o País precisa olhar de forma conjunta (entre as entidades) e estrategicamente.

O primeiro deles, segundo Andrade é que hoje há uma concentração muito grande da "pauta exportadora" brasileira no agro. Ou seja, o País foca na comercialização internacional de forma muito concentrada em poucos produtos. "Se somarmos hoje (os complexos) soja e carne, totalizam 50% do volume total. Quando se pensa em apenas seis produtos, já são 85%. Precisamos diversificar a pauta e os mercados compradores. Vale dizer que 85% da nossa soja vai para a China."

Em relação aos ataques que sofre em relação à depredação do meio ambiente e falta de sustentabilidade, a coordenadora da Apex acredita que o melhor é uma unificação dos discursos das entidades e combater as acusações com dados científicos. "Mapa, SRB (Sociedade Rural Brasileira), CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) e outras entidades representativas trabalham para levar um discurso único e com fatos científicos."

Outro ponto importante é a postura nacional em relação às negociações internacionais para galgar cada vez mais mercados de forma efetiva. "O Brasil está cada vez mais atuante nesta pauta de negociações internacionais, não apenas multilaterais, mas bilaterais também. Existem as barreiras tarifárias, mas cada vez se fala mais em barreiras não tarifárias, como sanitárias, fitossanitárias, regulamentos, certificações...Essa pauta de negociações também é um desafio para garantir uma ampliação (do mercado) sustentável." (V.L.)

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