O potencial da mandioca para os mais diversos setores industriais tem chamado a atenção dos produtores interessados em expandir o mercado. No Paraná, a indústria da fecularia é uma das mais importantes e representa 75% da produção brasileira. No ano passado, foram processados mais de 430 mil toneladas de amido, também chamada de fécula e em lugares como o Nordeste, de goma. Com uma tonelada de raiz, a indústria processa entre 250 quilos a 280 quilos de amido ou fécula. O produto do Paraná vai para diversos estados e as mais variadas indústrias alimentícias, como Minas Gerais, para a produção do pão-de-queijo e Santa Catarina para embutidos de carne.
Segundo o presidente da Abam, Maurício Yamakawa, pelo menos quatro indústrias se destacam no uso da mandioca. Uma delas é a indústria da farinha de mandioca, produzida de acordo com o ‘‘gosto’’ regional, mas com um consumo considerado estático.
Outra indústria é a de fécula. Yamakawa lembra que nos últimos tempos surgiu a produção de mandioca para mesa, em que o produto é congelado ou então transformado em salgadinhos. ‘‘Esta é de um grande potencial e em Paranavaí já são duas empresas que se dedicam a este novo mercado consumidor’’, afirma o presidente da Abam.
Outra indústria importante é a de ração animal, que tem maior concentração no sudeste do Paraná e no Rio Grande do Sul. Nestes locais, a mandioca substitui o milho ou o sorgo na produção de silagem para engorda de animais. Yamakawa diz que a mandioca também é matéria-prima para as indústrias de papel, tecidos (em que o amido é utilizado para engomar) e agora na panificação.

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