Esta questão de os preços internos se comportarem de maneira independente das oscilações de Chicago, não é um sonho de verão. Ela está relacionada aos preços dos derivados. Esta semana os analistas de mercado voltaram a abordar o assunto. Segundo eles, a firmeza dos preços do farelo e do óleo de soja no mercado interno tem conferido boa rentabilidade rentabilidade para as indústrias. Tanto que, sem alarde, elas têm disputado palmo a palmo a pouca soja que ainda existe com os produtores e suas cooperativas no Paraná.
Mesmo diante dos preços elevados, as ofertas de venda continuarão restritas pela simples indisponibilidade de soja, por parte dos produtores.
Esta semana o mercado interno brasileiro de soja continuou calmo - praticamente sem oferta -, informa a FNP na última terça-feira. Os poucos negócios realizados são em sua maioria na forma de lotes picados, com o objetivo de se atingir preços melhores. Os poucos produtores que possuem o grão preferem reter o produto, ante um cenário de volatilidade no câmbio e incerteza na economia.
Nos últimos dias também houve uma pausa na comercialização da safra 2002/03, fechou setembro com 38% a 40% comercializada. A própria indústria provocou esta desaceleração como forma de ''esfriar'' um pouco a escalada dos preços. Da parte dos produtores, um pouco de prudência não faz mal a ninguém; o pessoal já se tocou que é bom olhar a disposição de plantio da próxima safra norte-americana. Há sinais de que os EUA querem manter o estímulo à produção de milho. Numa dessas, pode aparecer mais um fator de alta em 2003.
Segundo a Conab, esta semana, a próxima colheita de soja deve produzir entre 47,4 e 48,1 milhões de toneladas, o que reflete um aumento de 13,2 a 14,9% em relação a safra passada. A área plantada deve ser de 17.509,4 mil ha, contra 16.324,4 mil ha do ano safra anterior.

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