Direto do Campo
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de outubro de 2016
Equipe Rural 
#Quanto é? Plantar floresta
Lançada no final do mês de setembro a plataforma #Quanto é? Plantar floresta, que auxilia proprietários e possuidores de imóveis rurais do Brasil a estimarem os investimentos necessários para a recuperação da vegetação nos imóveis e eventuais receitas que ela pode gerar. A nova ferramenta serve também para ajudar os proprietários e possuidores a conhecerem o custo estimado, para a solução de passivos ambientais existentes em suas áreas, como a reconstituição de reservas legais e de áreas de preservação permanente, conforme exige a Nova Lei Florestal Lei 12.651/2012. A plataforma é gratuita e pode ser acessada pelo site: http://quantoefloresta.escolhas.org/, que traz o passo a passo de como usá-la.
Criação da plataforma
A advogada especialista em Direito Ambiental e sócia do Hasegawa & Neto Advogados, Laurine D. Martins informa que a iniciativa de criação da plataforma #Quanto é? Plantar floresta é do Instituto Escolhas, associação civil sem fins econômicos, criado em 2015, com o fim de qualificar o debate sobre sustentabilidade, traduzindo numericamente os impactos econômicos, sociais e ambientais das decisões públicas e privadas. No site do Instituto, há informações detalhadas sobre o método utilizado para a concepção da plataforma e os critérios técnicos e econômicos utilizados para o cálculo dos valores.
Ferrugem da soja
O surgimento dos primeiros casos de ferrugem na soja-guaxa (planta que nasce de grãos perdidos da colheita anterior), em áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, serve de alerta aos produtores. A avaliação é do pesquisador Fabio M. Andrade, que recomenda aos sojicultores, neste momento, fazer o monitoramento de suas lavouras. Segundo ele, a precaução é o melhor caminho para o sojicultor administrar bem o chamado Custo-ferrugem já no início do ciclo 2016-17 da cultura.
Custo-ferrugem
De acordo com o Consórcio Antiferrugem, liderado pela Embrapa, o Custo-ferrugem tem sido da ordem de US$ 2 bilhões por safra no Brasil. O dado abrange tanto as perdas registradas na produção da soja, decorrentes da doença, quanto os custos envolvidos na compra de defensivos agrícolas. Segundo Fabio Andrade, entomologista da equipe técnica da DuPont Proteção de Cultivos, os produtores que nas últimas safras aderiram ao manejo preventivo da ferrugem, pelo monitoramento de lavouras e pela aplicação de fungicidas específicos, obtiveram melhores resultados nos indicadores de produtividade, qualidade da colheita, rentabilidade e na relação custo-benefício do tratamento da doença. "O sucesso no controle da ferrugem vem associado ainda à semeadura da soja com variedades mais precoces", enfatiza Fabio Andrade.
Mosca-branca na soja
O gerente de inseticidas da DuPont para o mercado de cereais, Ivan Jarussi, destaca que na safra 2016-17 o produtor deve redobrar a vigilância quanto a um possível novo avanço da mosca-branca sobre plantações de soja. "A presença desta praga aumenta safra após safra, em todas as áreas da fronteira agrícola da soja", reforça o engenheiro agrônomo. Entidades do agronegócio afirmam que a soma dos prejuízos provocados pela ferrugem asiática e pela mosca-branca já atingiu 30 bilhões de dólares. Segundo Ivan Jarussi, o controle eficaz da mosca-branca dependerá igualmente do monitoramento preciso das lavouras.


