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Padrão de qualidade
A Superintendência de Fiscalização de Estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elaborou padrões de qualidade para quatro produtos especiais: açúcar mascavo, açúcar demerara, rapadura e polvilho doce para tapioca. A ação define limites de aceitabilidade para que tais produtos possam ser adquiridos da agricultura familiar pelo governo federal. A idéia é que tais alimentos sejam comprados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e, em breve, passem a compor as cestas de alimentos que são regularmente distribuídas pelo governo federal a famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional em todo o país. Para isso, os produtos devem obedecer especificações mínimas. O açúcar do tipo mascavo o teor mínimo exigido para sacarose é de 90%, enquanto para o tipo demerara o índice mínimo a ser considerado é de 96%. Para a rapadura os glicídios totais dever ser de no mínimo 80% e o máximo de 6% para o teor de cinzas. Já para o polvilho doce é necessário ter, entre outras características, amido mínimo de 80% e umidade máxima de 14%.

Livres da PSC
O Ministério da Agricultura (Mapa) publicou no Diário Oficial da União desta semana a instrução normativa que declara vários Estados e municípios brasileiros livres da peste suína clássica. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) considera um importante avanço na defesa agropecuária, por viabilizar o mercado de exportação da carne suína. Foram consideradas livres as unidades federativas do Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do Município de Lábrea, pertencentes ao estado do Amazonas. A peste suína clássica é conhecida também por febre suína e é uma doença altamente contagiosa que atinge porcos e até javalis. A taxa de mortalidade depende da força do vírus e a idade e estado dos animais. No caso do vírus mais forte, a mortalidade é de 100%, ocorrendo entre duas e três semanas, independentemente da idade do animal.

Inovação
Em cerimônia realizada nesta semana, em São Paulo, a Adama, empresa sediada em Londrina, recebeu o prêmio Valor Inovação por ter conquistado o primeiro lugar como a empresa mais inovadora do agronegócio brasileiro. Promovida anualmente pelo jornal Valor Econômico, em parceria com a consultoria Strategy& da PwC, a premiação reconhece as empresas que mais se destacaram em inovação em seu segmento de atuação. A pesquisa é realizada com empresas de diferentes setores, levando em consideração investimentos em inovação, melhores práticas, criação de novos produtos, soluções e desenvolvimento de estratégias, entre outros indicadores. Neste ano, mais de 160 empresas participaram, sendo que 79% delas exibiram faturamento anual superior a R$ 1 bilhão.


Diálogo com Japão
Numa reunião de trabalho esta semana, o ministro da Agricultura (Mapa), Blairo Maggi e o embaixador do Japão, Kunio Umeda, discutiram questões como a exportação de carne brasileira, investimentos japoneses em infraestrutura de transporte de carga e a terceira edição dos Diálogos Brasil-Japão, que deverá ocorrer no início do ano que vem. O embaixador Umeda falou do interesse de empresas japonesas em investir em projetos agropecuários, além de hidrovias. Blairo Maggi explicou ao embaixador que, além das hidrovias, também existem boas oportunidades de investimentos no setor ferroviário.
O ministro e o embaixador também avançaram nas negociações para a venda de carne brasileira para o Japão. Por sugestão de Blairo Maggi, técnicos dos dois países devem se reunir em breve.


ICMS reduzido é prorrogado para suinocultura
O governo do Estado do Paraná prorrogou a alíquota de 6% de ICMS na comercialização estadual e interestadual de suínos vivos. Sem o decreto, o ICMS original cobrado é de 12%. A nova autorização vale até o dia 31 de dezembro deste ano. A continuidade da cobrança de 6% de ICMS ocorre num momento de severa crise na suinocultura paranaense. Com alto custo de produção e baixa remuneração pelo animal terminado, os produtores do Estado estão "pagando para trabalhar", segundo o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir José Dariva. Segundo dados da Embrapa, o preço recebido pelo suíno vivo cresceu 7% no início de 2016 em relação ao mesmo período de 2012, enquanto o custo de produção aumentou 16,5% no mesmo período.

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