Imagem ilustrativa da imagem DIRETO DO CAMPO
| Foto: Lis Sayuri/12-08-2015
Frete
O produtor brasileiro de soja gasta, hoje, para levar a produção da fazenda até o porto, em média, US$ 92/tonelada, quatro vezes mais do que na Argentina e nos Estados Unidos, por conta da deficiência da logística nacional. Esse valor representa aumento de 228% em relação à década passada, quando a quantia gasta era de US$ 28/tonelada. Os dados são do consultor de Infraestrutura e Logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antônio Fayet. Segundo ele, um dos motivos deste custo é a falta de um sistema de logística compatível com a eficiência da produção "dentro da porteira".



Hedge
Os produtores de café Arábica teriam mais ganhos na comercialização da safra 2014/15 se tivessem adotado o mecanismo do hedge cambial, ferramenta utilizada no mercado financeiro com vencimentos futuros para proteger a cotação do produto contra oscilações do dólar, assegurando bons valores de venda. Mesmo em regiões onde os cafeicultores tiveram margem líquida positiva, a contratação deste instrumento daria receitas ainda maiores, com uma diferença média que poderia chegar a 553%. Esta análise está na publicação Ativos do Café, elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Lucro
Segundo o estudo, apenas as regiões com produção mecanizada tiveram lucro sem a utilização de hedge: Luís Eduardo Magalhães (BA), Monte Carmelo (MG), Franca (SP) e Capelinha (MG). Entretanto, com esta ferramenta, os ganhos de margem líquida seriam superiores a R$ 100/saca. Nas áreas com produção manual pesquisadas no boletim, todas tiveram margem negativa, mas os prejuízos seriam transformados em ganhos de até 150% se os cafeicultores optassem por proteger seus preços de venda dos riscos da queda da moeda norte-americana.

Custos
O boletim apontou diferenças de até 135% nos custos de produção com colheita e pós-colheita entre as regiões com produção mecanizada e manual. Com o uso de maquinário, há menos demanda de mão de obra, o que reduz os desembolsos com contratação de pessoal nas etapas de colheita, secagem e beneficiamento, que nas regiões semimecanizadas e manuais responderam, respectivamente, por 39% e 37% do Custo Operacional Efetivo (COE), que engloba as despesas rotineiras com a produção. Nas áreas mecanizadas, este percentual foi de 16%.

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