Milho
A diminuição das exportações de milho no início do mês, devido às chuvas, eleva ainda mais a média diária que permitiria a exportação total de 26,4 milhões de toneladas previstas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2016. Na semana passada, o carregamento foi de apenas 98,8 mil toneladas diárias, levando o acumulado das duas primeiras semanas de setembro para 1,061 milhão de toneladas (média diária de 132,7 mil t), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).



Exportação
Conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, nos 4,5 meses que faltam para o fechamento da atual temporada, seria necessária a marca histórica média de 4,4 milhões de toneladas exportadas por mês – o que requereria média diária por volta de 220 mil toneladas, para 20 dias úteis. Neste ano, o melhor resultado foi obtido em janeiro, quando 3,4 milhões de toneladas de milho saíram de portos brasileiros – média diária de 152,2 mil toneladas.

Câmbio
O câmbio, de fato, tem favorecido cada vez mais a competitividade do grão brasileiro. Por outro lado, os Estados Unidos iniciaram a colheita – será a terceira maior produção de sua história –, o que acentua a concorrência internacional. Ao estimar a exportação de 26,4 milhões de toneladas nesta safra, a Conab aponta estoque final de 14,7 milhões de toneladas, equivalente a 26,3% do consumo interno e a 48,6% da produção da primeira safra deste ano – nível recorde. Matematicamente se vê que, se as exportações ficarem aquém, o excedente interno será ainda maior.

Preços
Apesar disso, os preços no mercado spot e para exportação seguem em alta, indicando que a demanda tem se sobressaído à oferta mesmo nos níveis recordes deste ano – a primeira e segunda safra somaram 84,7 milhões, segundo a Conab. A sustentação vem dos contratos a termo para exportação tanto da safra atual quanto da seguinte. Conforme levantamentos do Cepea, para embarques em outubro e novembro por Paranaguá, a média dos negócios já está superior a R$ 34/saca. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, desde o início do mês, houve alta de 5,6% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor) e de 6,2% no de lotes (negociação entre empresas).

mockup