DIRETO DO CAMPO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Equipe Rural 
Exportação
Conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, nos 4,5 meses que faltam para o fechamento da atual temporada, seria necessária a marca histórica média de 4,4 milhões de toneladas exportadas por mês o que requereria média diária por volta de 220 mil toneladas, para 20 dias úteis. Neste ano, o melhor resultado foi obtido em janeiro, quando 3,4 milhões de toneladas de milho saíram de portos brasileiros média diária de 152,2 mil toneladas.
Câmbio
O câmbio, de fato, tem favorecido cada vez mais a competitividade do grão brasileiro. Por outro lado, os Estados Unidos iniciaram a colheita será a terceira maior produção de sua história , o que acentua a concorrência internacional. Ao estimar a exportação de 26,4 milhões de toneladas nesta safra, a Conab aponta estoque final de 14,7 milhões de toneladas, equivalente a 26,3% do consumo interno e a 48,6% da produção da primeira safra deste ano nível recorde. Matematicamente se vê que, se as exportações ficarem aquém, o excedente interno será ainda maior.
Preços
Apesar disso, os preços no mercado spot e para exportação seguem em alta, indicando que a demanda tem se sobressaído à oferta mesmo nos níveis recordes deste ano a primeira e segunda safra somaram 84,7 milhões, segundo a Conab. A sustentação vem dos contratos a termo para exportação tanto da safra atual quanto da seguinte. Conforme levantamentos do Cepea, para embarques em outubro e novembro por Paranaguá, a média dos negócios já está superior a R$ 34/saca. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, desde o início do mês, houve alta de 5,6% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor) e de 6,2% no de lotes (negociação entre empresas).


