Milho

Com a colheita de milho segunda safra praticamente concluída em Mato Grosso e se aproximando do final no Paraná, vai se confirmando o recorde de quase 54 milhões de toneladas – na região Centro-Oeste, por exemplo, o aumento chega a 14%. Mesmo assim, os preços do cereal continuam em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O impulso vem do ritmo aquecido das exportações, que são favorecidas pela alta competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

Exportações
Até 14 de agosto, já foram exportadas 906,2 mil toneladas de milho, com a média diária em 90,6 mil toneladas, superando em 63% o resultado já bastante elevado de julho (55,7 mil t/dia). No mês passado, o volume foi nove vezes superiores ao de junho/15 e o dobro do registrado em julho/14. O line up no Porto de Paranaguá indica que as exportações tendem a continuar em alta no mês.

Produção
Segundo dados divulgados na semana passada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de milho (primeira e segunda safras) deve atingir o recorde de 84,3 milhões de toneladas, volume 5,3% maior que o da temporada passada. A produtividade média nacional aumentou 6,1%, para 5.367 kg/hectare, ao passo que a área está estimada em 15,7 milhões de hectares, diminuição de 0,8%. Quanto à segunda safra, a produção deve ser recorde, chegando a 53,99 milhões de toneladas, alta de 11,6%. A produtividade média nacional é estimada em 5.625 kg/hectare e a área plantada, em 9,6 milhões de hectares.

Seguro Rural
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) encaminhou ao Ministério da Agricultura, na última terça-feira, um ofício solicitando a liberação urgente de crédito suplementar de R$ 351,3 milhões para restabelecer o orçamento original destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A liberação tem que ser feita até 1º de outubro, sob risco de muitos produtores ficarem sem a cobertura de suas atividades.

Cortes
Entre a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que destinou R$ 668 milhões para o seguro rural em 2015, até hoje já foram cortados 52,6% do orçamento inicial. A última tesourada ocorreu no dia 12 de agosto, quando uma resolução do Comitê Gestor Interministerial do PSR retirou mais R$ 51,38 milhões do orçamento inicial, restando apenas 351,38 milhões para a subvenção do seguro rural em todo o País.

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