DIRETO DO CAMPO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Equipe Rural 
Clima
O meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento, comparou a previsão de chuva dos próximos três meses com os registros do mesmo período de 2014 e concluiu que as previsões são favoráveis aos produtores de cana da região Centro-Sul do País. "O clima estará ainda mais seco, principalmente em junho", diz Nascimento. Ele informa que pouca chuva é esperada para julho e, quanto a agosto, não há indícios de precipitação. Frente a essa previsão, o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, afirma que "se o clima ficar dentro da média histórica, podemos alcançar o número estimado e ter melhor desenvolvimento na colheita, mas pode ser que tenhamos que estender esse processo". Ele ressalta que a produtividade agrícola pode ser até maior que a prevista pela entidade, que é de 590 milhões de toneladas para a safra 2015/16.
CAR
Cerca de 200 dirigentes sindicais, técnicos e funcionários dos Sindicatos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais da base da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) participam, em Curitiba, do curso de capacitação voltado ao preenchimento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e à operacionalização do Cadastro de Imóveis Rurais do Incra (CCIR). Para o secretário de Política Agrícola da Fetaep, Marcos Brambilla, a expectativa é de ampliar o quadro de pessoas qualificadas para que a meta do preenchimento do CAR seja atingida antes do final do prazo, prorrogado por mais um ano.

Trigo
A Consultoria Trigo & Farinhas divulgou seu segundo levantamento da situação da safra 2015/16 de trigo no Brasil e no Mercosul, estimando uma redução de 7,81% na área plantada em nosso país, mas, com o aumento da produtividade diante do clima favorável, projeta, por enquanto, também um aumento de produção da ordem de 7,13 milhões de toneladas, cerca de 4,70% a mais do que a safra anterior. A safra do Mercosul para 2015/16, que compreende Brasil Argentina, Paraguai e Uruguai, está projetada para ser de 20,38 milhões de toneladas, cerca de 2,81% menor do que a safra atual, com um detalhe importante: a Argentina está fazendo estoques de 3,2 milhões de toneladas, que deverão ser vendidos na próxima temporada, baixando para zero as importações de fora do Bloco, especialmente dos Estados Unidos e do Canadá.


