DIRETO DO CAMPO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Equipe Rural 
Estiagem
Sem incorporar aos preços os efeitos da seca, as commodities agrícolas mostram que estão em "boa fase". A soja em grão ampliou a queda de preços em fevereiro, no âmbito do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), para -8,66%, de -2,62% em janeiro. No acumulado do ano, o recuo chega a 11,05%. O milho em grão, que subiu 4,7% em janeiro, arrefeceu o ritmo em fevereiro, para uma taxa de 1,49%. No ano, a alta acumulada é de 6,26%.
Carnes
No caso dos bovinos, o efeito da seca já não passa tão despercebido. "O gado que está sendo sacrificado para atender à demanda está realmente mais magro, dependendo de pastagens menores", diz o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), André Braz. Apesar de não recuar tanto quanto poderia, os bovinos subiram 1,07% em fevereiro, contra 2,62% em janeiro. No ano, a alta acumulada é de 3,72%, e em 12 meses, de 14,81%.
Sanidade
A partir do dia 1° de março, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal, Luis Eduardo Rangel, assume a presidência do Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul (Cosave), que ficará com o cargo por dois anos. O objetivo do Comitê é definir políticas fitossanitárias para esses países que estão envolvidos nessa discussão de doenças e pragas vegetais. As medidas são feitas por meio de determinações e regras para definir que determinada praga é relevante para o mercado e para proteger os países dessas ameaças.
Programas
Há três principais programas em andamento que têm sido desenvolvidos pelo Cosave, são eles: o Bicudo do Algodoeiro, o Greenning, que é o HLB (doença do Citrus) e as Pragas de Florestas Plantadas. Nos três casos o Brasil tem interesse para fomentar pesquisas no desenvolvimento desses programas, como, por exemplo, estratégias de controle, que impactam significativamente o nosso agronegócio. Também há grupos técnicos como análise de risco de praga, quarentena vegetal e de certificação fitossanitária.


