DIRETO DO CAMPO
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de dezembro de 2012
Equipe Rural 
Cana-de-açúcar
De acordo com o último relatório do Ministério da Agricultura, a produção da região Centro-Sul de cana-de-açúcar safra 2012/13 foi de 535,4 milhões de toneladas, incremento de 8,2% em relação à safra anterior. De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento, Sílvio Porto, na estimativa anterior já havia percebido que havia uma perspectiva de rendimento superior à do ano passado. O anúncio foi feito na última quarta-feira durante o 3º levantamento da safra de cana-de-açúcar, em Brasília. Os canaviais na região Centro-Sul tiveram uma recuperação e produtividade superiores ao do ano passado. Apesar da estiagem no início da safra, houve regularidade das chuvas ao longo do ano.
Valor da produção
A estimativa do Valor da Produção das Lavouras brasileiras em 2012 é de R$ 235,7 bilhões, resultado 3,5% superior ao do ano passado, quando alcançou R$ 227,7 bilhões. O resultado foi determinado principalmente por cinco produtos: algodão, com aumento real de 23,7%; cebola, 19,8%; feijão, 13,4%; milho, 29,8%; soja, 19,1% e maçã, 4,3%. A participação desse grupo no total foi de 53,2%. A partir dos levantamentos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê a safra de grãos 2012/13 em 180,2 milhões de toneladas, a estimativa é que o valor da produção em 2013 seja 25% maior em relação ao resultado obtido este ano, podendo chegar a R$ 296,4 bilhões no próximo ano. A perspectiva para a soja em 2013 é que o valor chegue a R$ 104,3 bilhões.
Destaque
A região Centro-Oeste apresentou o maior Valor Bruto de Produção (VBP) de lavouras entre janeiro e novembro de 2012, atingindo R$ 70,5 bilhões. No entanto, entre os estados que produziram acima de R$ 1 bilhão, os destaques quanto ao aumento percentual foram nordestinos. No resultado geral, o maior valor obtido entre os estados foi o do Mato Grosso (R$ 39,3 bilhões) impulsionado pelos R$ 22 bilhões apenas da soja. Na sequência estão São Paulo, com R$ 34 bilhões, Paraná (R$ 29 bilhões), Minas Gerais (R$ 26,2 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 21 bilhões).
Eventos climáticos
Foi instituído na segunda-feira o Grupo de Trabalho (GT) para monitorar as adversidades climáticas e fornecer informações antecipadas aos agentes do agronegócio brasileiro. A iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), subsidiará as decisões dos produtores rurais em relação às intenções de plantio, contratação de seguro agrícola e aquisição de crédito rural. O objetivo é minimizar os impactos que podem ser gerados pelas adversidades climáticas. O governo espera reduzir o crescente volume anual de recursos despendidos nas respostas a esses acontecimentos e, posteriormente, no apoio para a recomposição do mercado impactado por inundações, alagamentos, estiagens, erosões, vendavais, entre outros fenômenos da natureza.


