Nova direção
  A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ficará, a partir de agora, responsável pela gestão dos protocolos de rastreabilidade de adesão voluntária para a cadeia produtiva de carnes de bovinos e bubalinos. A regulamentação foi feita por meio do Decreto 7.623, publicado na edição do Diário Oficial da União da última quarta-feira, dia 22. De acordo com a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, essa transição é uma forma de garantir maior transparência para o sistema de rastreabilidade, que, num primeiro momento, valerá para a carne exportada, mas poderá ser ampliado para o mercado interno.


Reforço
  O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, entregou na última quinta-feira, aos produtores de feijão de Ponta Grossa, a variedade de feijão IPR Campos Gerais, desenvolvida pela área de melhoramento e genética vegetal do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). A nova variedade é moderadamente tolerante à seca e a situações de altas temperaturas na fase de florescimento e começo da formação de vagens. Suas plantas se desenvolvem de modo eficiente em solos ácidos e com baixa disponibilidade de fósforo, de acordo com a pesquisadora do Iapar, Vânia Moda Cirino. As sementes da nova cultivar estarão disponíveis no mercado a partir de janeiro.


Agilidade
  Para o presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, esse transição facilitará o acesso dos produtores ao sistema de rastreabilidade sem deixar de garantir o rigor necessário para o cumprimento das regras para exportação, em especial para a União Europeia. O decreto estabelece que a identificação dos animais pode ser feita a partir da marca a fogo, tatuagem ou outra forma permanente e auditável de marcação dos animais, permitindo a identificação do estabelecimento dos proprietários. O Ministério da Agricultura, por sua vez, será responsável por fornecer toda a numeração relativa à identificação individual de bois e búfalos para efeito de rastreabilidade.


Escoamento do trigo
  O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola, deverá investir R$ 200 milhões na comercialização de trigo nos próximos dias. O acordo, firmado na última quarta-feira, 23, incluiu a realização do primeiro leilão extraordinário realizado no dia 30 de novembro, a qual estimava-se uma comercialização de 350 mil toneladas. Seguindo o cronograma do governo, o próximo leilão, previsto para o dia 7 de dezembro, também envolve 350 mil toneladas de trigo. O total dos dois leilões soma 300 mil toneladas para Paraná e 300 mil no Rio Grande do Sul.


Mudanças
  O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nessa semana as mudanças na comprovação do valor do produto oferecido em garantia pelo produtor rural ou de aquisição pelas agroindústrias nas operações de Empréstimo do Governo Federal (EGF). A partir de agora, a operação poderá ser realizada com base no preço mínimo, definidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de acordo com o tipo e qualidade do produto. Essa medida ajusta financiamentos de comercialização de produtos agrícolas e facilita o acesso ao crédito tanto pelo produtor rural quanto pela agroindústria.


Antecessora
  A regra anterior exigia que a referida comprovação fosse feita somente pelo preço mínimo básico. A medida torna possível a contratação de EGF com recursos controlados do crédito rural vinculadas a produtos cuja qualidade seja inferior ao tipo básico definido pelo CMN, no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos.

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