Direto do Campo
Exportações reduzidas
O volume das exportações de café sofreu uma queda de 17,5% no mês de julho de 2011 em relação a julho de 2010. No mês, foram exportadas 2.032.709 sacas, enquanto que em julho de 2010 o volume exportado atingiu 2.463.087 sacas. As informações são do Balanço das Exportações divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café no Brasil (CeCafé). A queda no volume exportado no mês de julho foi ocasionada principalmente pela redução de 19,1% na exportação de café verde. Já o café solúvel apresentou uma redução de 4,6% no volume exportado.
Receita elevada
A receita cambial com as exportações de café nos sete primeiros meses do ano teve um crescimento de 72% em relação ao mesmo período de 2010. Em 2011 o resultado até o mês de julho foi de US$ 4,522 bilhões, enquanto que em 2010 a cifra referente a estes meses foi US$ 2,630 bilhões. Os dados também apontam que o volume exportado no período foi 9% maior, se comparado ao mesmo período de 2010.
Café de qualidade
Depois de onze anos, a Embrapa Cerrados, chega ao estágio final da pesquisa sobre o uso do estresse hídrico em café irrigado. A técnica desenvolvida consiste em deixar as plantas sem água, na condição de estresse hídrico, durante um período de 72 dias, sendo o período ideal entre 24 de junho e 4 de setembro. Nesta situação, a floração se dá de maneira uniforme e os grãos cereja aparecem ao mesmo tempo. De acordo com o coordenador da pesquisa, o pesquisador da Embrapa Cerrados, Antônio Guerra, com a utilização desta tecnologia, foi constatado um aumento de frutos cereja superior a 50%. Com relação à produtividade, os ganhos chegam a 15%.
Trigo no Cerrado
Para o Brasil chegar à autossuficiência na produção de trigo, uma das alternativas é o plantio no Cerrado. Especializada no cultivo irrigado, a região ainda explora pouco a triticultura em condições de sequeiro, considerada arriscada pelo produtor. Pesquisas em andamento na Embrapa Cerrados buscam a solução para os principais fatores limitantes desse cultivo.
Tolerância à seca
Um dos problemas enfrentados pela produção de trigo sequeiro é a ocorrência de períodos de estiagem na época do plantio (janeiro e fevereiro) - os chamados veranicos - e também no período de enchimento de grãos, por volta de abril, no final do período chuvoso. A busca, portanto, é por variedades tolerantes à seca. Outra dificuldade que o produtor de trigo em sequeiro enfrenta é a brusone, principal doença que afeta a cultura na região do bioma Cerrado.
Nova administração
O engenheiro agrônomo José Hennigen é o novo diretor técnico e administrativo da Fundação Pró-Sementes de Apoio à Pesquisa. Com sede em Passo Fundo e uma filial em Campo Mourão (PR), Hennigen assumiu o cargo no começo do mês e tem o desafio de ampliar a atuação da entidade, cujo objetivo é melhorar os serviços ofertados aos produtores de sementes. Hennigen é graduado em Agronomia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e mestre em Fitotecnia pela Oregon State University, dos Estados Undos. Em mais de 40 anos dedicados a área, Hennigen exerceu funções na Secretaria da Agricultura do RS, na Dekalb e Empasc/Epagri, empresa de extensão de Santa Catarina. Ele ainda prestou assessoria e consultoria a entidades como COCAM, FETAESC e APROSESC.





