Diminui ritmo das exportações agrícolas
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Reportagem Local 
O agronegócio, locomotiva das exportações brasileiras nos últimos anos, está perdendo fôlego. Em junho deste ano, o setor exportou US$ 4,2 bilhões; frente os US$ 4,4 bilhões registrados em igual período do ano passado. ''Houve aumento das exportações de carnes, café, açúcar e álcool, mas isso não tem sido suficiente para compensar a queda registrada no segmento da soja, produto que é o carro-chefe das exportações'', explica o chefe do Departamento de Assuntos Internacionais e de Comércio Exterior (Decex) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Donizeti Beraldo.
O complexo soja (farelo, óleo e grão) exportou o equivalente a 18,922 milhões de toneladas entre janeiro e junho, ou seja, praticamente o mesmo volume que em igual período do ano passado, quando o País enviou ao exterior 18,968 milhões de toneladas. Um dos fatores que provocou a que da dos preços foi a supersafra de soja nos Estados Unidos, levando a uma forte oferta no mercado internacional e consequente queda de preços do grão.
Durante todo o primeiro semestre, o agronegócio brasileiro exportou US$ 20,2 bilhões; o que representa um crescimento de 9,2% na comparação com os US$ 18,5 bilhões dos seis primeiros meses de 2004. A queda dos preços internacionais da commoditie, entretanto, derrubou a receita final. No primeiro semestre deste ano, as exportações do complexo soja somaram US$ 4,36 bilhões, 20% a menos que os US$ 5,46 bilhões registrados entre janeiro e junho de 2004.
A gradual perda de força nas exportações deverá fazer com que o setor deva praticamente registrar este ano a performance de 2004, com saldo da balança do agronegócio estimada em US$ 35,0 bilhões. No ano passado, o saldo positivo foi de US$ 34,1 bilhões.


