Dilema do seguro rural precisa ser resolvido
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sábado, 26 de janeiro de 2019
Victor Lopes <br> Reportagem Local 

A situação problemática da safra fez com que a discussão do seguro rural voltasse à tona com força total nesta semana. Com a ministra do Mapa,Tereza Cristina em Apucarana, na Abertura Nacional da Colheita da Soja, foi um momento para os produtores e representantes de entidades cobrassem uma posição urgente da ministra acerca do assunto.
O presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, salientou durante o evento que a o seguro atualmente só cobre 14% das áreas do Brasil. A ministra não titubeou e disse que "um seguro rural democrático será a marca do Mapa". Aliás, ela levou o ex-coordenador técnico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Pedro Loyola, para auxiliar na criação de estratégias em relação ao seguro. "Ele vai nos ajudar a encontrar soluções inteligentes para o seguro. Não podemos ter produtores sem dormir, indo ao banco e pedindo renegociações."
Olair Menoti é produtor de soja em Arapongas, numa área de 40 alqueires. Ele disse à reportagem, durante o evento, que tem esperança que a nova ministra ajude os agricultores principalmente em relação ao seguro o que, segundo ele, é o que gera mais insegurança em caso de quebra de safra. "No caso do financiamento agrícola e gente dá um jeito, faz troca nas empresas se precisar."
Em relação a safra atual, ele disse que plantou 50% da área no dia 23 de setembro e os outros 50% em outubro. "A de setembro pegou o veranico bem na fase de enchimento de grãos e sentiu bastante. Essa soja deve ficar na casa de 100 sacas por alqueire. Já a de outubro deve ter média entre 130 e 140 sacas por alqueire. Espero que consigamos um bom preço, para pagar as contas, mesmo que não ganhe muito dinheiro". Diferentemente de outras safras, Menoti relata que essa o problema foi exclusivamente o clima. "Não tive problemas com lagartas e com percevejo muito pouco. O controle de ervas daninhas também foi bem tranquilo." (V.L.)


