Joel Schmidt é produtor na região de Prudentópolis (Centro-Sul). Com 500 colmeias, o apicultor afirma que o mercado segue muito bem. Tanto é que deve inserir em sua propriedade mais 200 colmeias nos próximos anos. Só no ano passado, o produtor comercializou dez toneladas de mel para a Região Metropolitana de Curitiba.
A maior dificuldade do produtor é com relação às flores, que estão desaparecendo da região. "Para ampliar a produção, estamos procurando locais mais afastados, mas temos dificuldades para chegar devido aos rios e pontes deterioradas que encontramos ao longo do caminho", lamenta Schmidt.
Segundo ele, a apicultura necessita que haja um cuidado maior em relação à preservação ambiental.
O motivo, completa Schmidt, é para que haja a perpetuação das espécies de plantas que fornecem o néctar para as abelhas. "Há dez anos, era mais difícil trabalhar com a apicultura porque muitos apicultores não tinham a preocupação com a questão ambiental. O cenário atual é diferente", completa Schmidt.
Segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, entre 2011 e 2012, mais de 2 mil hectares do bioma foram desmatados no Paraná, ante 1,33 mil hectares registrados de 2010 a 2011. Os especialistas explicam que, com o avanço do desmatamento da Mata Atlântica, haverá uma redução na produção de flores, o que comprometerá a alimentação das abelhas. (R.M.)

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