Como nos casos do vestuário, carnes com grife também contam com espaços diferenciados de venda, as boutiques. Na Capital, a KF Carnes tem 12 anos de vida, e oferece produtos criados com tempero da casa, como o carro-chefe ‘‘fraudinha na mostarda’’, além de produtos com cortes bem feitos mesmo os tipos menos nobres e até carnes exóticas.
  A meta diária ‘‘é agradar ao cliente servindo um produto de excelente padrão visual, manipulado da maneira correta, com atendimento cordial de funcionários treinados para orientar o consumidor quanto ao preparo e particularidades de cada corte’’, afirma o proprietário Edson Barros. Cliente há cinco anos, Henry Sartori assina em baixo: ‘‘o meu custo-benefício aqui é melhor, eu pago um pouco a mais que nos açougues comuns ou supermercados, mas levo uma carne com um padrão muito superior à média deste lugares’’, comemora.
  Barros encara seu negócio como algo que precisa viver da qualidade diferenciada já que ‘‘carne é carne em qualquer lugar’’. A maior preocupação do empresário é a tendência que o consumidor tem em pensar primeiro no preço e depois na qualidade. A tabela é mais salgada, mas segundo ele, a limpeza da carne, que pode dar uma perda de 10% a 15% em uma peça, é um dos pontos do encarecimento em boutiques. ‘‘O cliente quando leva um quilo, é um quilo mesmo porque não há surpresas desagradáveis com gordura’’, garante.
  O KF não trabalha com carnes de grife. Os lotes são escolhidos pessoalmente por Barros por meio de inspeção visual que ‘‘evita a compra de peças fora do padrão da loja’’, diz. A aposta do açougueiro está na equipe que recebe treinamento sobre como atender o público e trabalhar a carne. ‘‘O cliente reconhece o nosso esforço em oferecer o nosso melhor‘‘, avalia Edson Thomaz, funcionário da casa há sete anos.(C.P.)

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