DICAS DE PECUÁRIA
Como comprar carne
O Serviço de Informações da Carne (SIC), criado em setembro do ano passado em São Paulo, tem boas dicas para a compra de carnes. A primeira delas é comprar somente produto inspecionado por um serviço federal, estadual ou municipal que assegure que o produto está próprio para consumo. Como saber se a carne é inspecionada? A informação deve estar presente na embalagem do produto ou de forma visível no estabelecimento. A carne fresca deve ter cor vermelho-cereja brilhante. Quando embalada a vácuo apresentará uma cor amarronzada, o que é normal. A cor fica alterada na embalagem devido a ausência de oxigênio mas quando é aberta a carne se restabelece em poucos minutos. O SIC tem um e-mail para esclarecer outras dúvidas sobre a carne: [email protected].
Rastreabilidade
O Grupo Planejar do Rio Grande do Sul, responsável pelo Sistema Integrado de Rastreabilidade Bovina (SIRB) já implantado em algumas fazendas no País, promoverá cursos de capacitação técnica para o rastreamento de bovinos. Os cursos, destinados a veterinários, agrônomos ou zootecnistas, serão realizados em fevereiro. São as seguintes as localidades e datas: Cuiabá (MT) no dia 18; Campo Grande(MS), no dia 19; Presidente Prudente (SP), no dia 20; Araçatuba (SP), no dia 21 e em São José do Rio Preto (SP) no dia 22. A inscrição para os cursos do SIRB é de R$ 100,00 e inclui material didático, coffee-break, almoço e certificado. Informações adicionais e inscrições podem ser feitas diretamente com Grupo Planejar, telefone (51) 476 7776 - falar com João Antunes Neto.
Pastejo diferido
Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), recomendam que as forrageiras mais indicadas para o pastejo diferido (área a ser vedada agora no período das águas) ou feno-em-pé e que apresentam menor perda de valor nutritivo, são a brachiária decumbens e a brachiária brizantha. Já cultivares dos gêneros panicum (tanzânia, mombaça, vencedor, centenário e aruana) e andropogon não são recomendadas, pois apresentam caules grossos.
Escalonamento
Para obter maior produção com melhor qualidade, a Embrapa Gado de Corte recomenda que o feno-em-pé seja feito de forma escalonada. O ideal é dividir a área de diferimento em duas partes: 1/3 reservada em fins de janeiro e início de fevereiro, cujo pasto servirá de alimento para o gado nos meses de junho e julho; e os 2/3 restantes devem ser vedados entre fevereiro e início de março, para fornecer alimentação em agosto e setembro. A área reservada primeiro deverá ser menor porque esse período é mais favorável ao crescimento da forrageira.
Adubação do pasto
Outra sugestão é que se faça, já na época de vedação da área, a adubação nitrogenada, com aplicação de, pelo menos, 100Kg/ha de uréia em cobertura. O produtor que quer estar sintonizado com as orientações do mercado, mais especialmente o da exportação, que vem sendo favorecido pela derrubada recente de barreiras sanitárias para comercialização de carne, não pode abrir mão de técnicas simples e vantajosas como a do feno-em-pé. A vedação poderá garantir que o gado não perca peso, favorecendo a produção do novilho precoce e de carne de qualidade.
Mitos e realidades
O pesquisador Ezequiel Rodrigues do Valle da Embrapa Gado de Corte de Campo Grande (MS) lançou Mitos e Realidades sobre o Consumo de Carne Bovina, um livro que reúne material divulgado por ele nas palestras que tem feito sobre o assunto. Ele relata a importância da carne bovina na alimentação e sua riqueza em termos de proteínas, vitaminas e minerais como ferro, zinco e fósforo, todos esses essenciais ao bom funcionamento do organismo.
Falta conhecimento
Um dos pontos diz respeito à veiculação de informações distorcidas sobre o consumo de carnes vermelhas relacionando-o à incidência de doenças cardiovasculares. Para o pesquisador há exageros e falta de conhecimento nas informações. A ingestão excessiva de gorduras, segundo ele, principalmente as saturadas, tanto de origem animal como vegetal podem induzir a doenças cardiovasculares. O livro do pesquisador da Embrapa pode ser requisitado por correio eletrônico no e-mail [email protected] ou por fax no número (67) 368-2180. O preço, incluída taxa de remessa, é de R$ 8,54. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone (67) 368-2083.
Para comentários e sugestões ligue (43) 374-2118, 374-2125 ou 374-2131. E-mails devem ser enviados para [email protected]





